quinta-feira, março 31, 2005

Boa tarde

Pronto.
Vim aqui porque ontem não consegui postar nada, dava-me um erro qualquer. Já que hoje consegui, e por falta de coisas para dizer, aproveito para perguntar se está tudo bem com os caríssimos leitores.
Está tudo bem?
Espero que sim!

Os mais sinceros cumprimentos,
Ogre

terça-feira, março 29, 2005

Joguinho

Obrigado Catarina, por indicares este joguinho tão boneco. Literalmente.
Para quem gosta de Polyhonic Spree (ou não conhece e quer conhecer; ou não gosta, ficando neste caso o conselho de desligar a música; ou não gosta mas quer dar uma hipótese à rapaziada; ou queira mesmo só jogar; ou o que quer que seja, chiça!!!), esta é uma excelente maneira de conhecer o novo álbum.
Ah, pois é.

domingo, março 27, 2005

Estou de volta

E para contar uma história que se passou na quinta-feira, à hora de almoço, antes de ir para Chaves.
Estava a almoçar com duas amigas em Alcântara, num restaurante nepalês muito bom que lá há. Contente da vida, a disfrutar da minha refeição, recebo uma mensagem estranha no telemóvel. A primeira reacção foi de medo: sabendo que nada tinha feito, este tipo de mensagens assustam um gajo. Claro que depois de a ler com atenção, ri-me do que se passara, e mostrei-a às minhas amigas. Elas também se riram.
A mensagem dizia o seguinte:
"*conf#quando xegares a brg vais ficar careca de tantos cabelos k t vou arrancar, andas t a fazer olhinhos ao meu gajo. poe-t a pau. anonimo."
Primeiro: falhou na tentativa de mandar uma mensagem confidencial; apareceu o número.
Segundo: Eu? De Braga?
Terceiro: Fazer olhinhos a um gajo?
Respondi-lhe:
"Deve ser engano. N sou de brg, sou gajo, e sou hetero. Peço desculpa."
Não me respondeu. Ora bolas.
Rapariga de Braga: se vieres aqui, e se leres isto, responde-me. Estou preocupado contigo.
E já agora, arranca também os cabelos ao teu gajo. Ele se calhar também lhe fez olhinhos. Os homens nunca são inocentes.
OS HOMENS SÃO TODOS IGUAIS!

quinta-feira, março 24, 2005

Lá vou eu

Caros amigos, confidentes, e leitores em geral:
Vou passar a Páscoa à sempre bela vila velha de Chaves. Sendo assim, voltarei na 2ª, e retomarei o ritmo costumeiro. Ou seja, escrevo ou não, dependendo se tiver alguma coisa para dizer.
Beijinhos e abraços, e boa Páscoa.

quarta-feira, março 23, 2005

O fim (não o meu)

Confesso que não ia muitas vezes, mas fazia-o sempre com prazer.
Mais um bom blog que chega ao fim, deixando-nos um nozinho na garganta.
Um abraço especial para alguém que não posso tratar por tu, por motivos explicados de seguida, mas sendo (neste caso) um companheiro de estrofes bloguísticas, não me levará a mal.
Mark Kirkby, cruzámo-nos na segunda feira, a seguir ao jogo do sporting, no chiado, e cumprimentaste o rapaz que ia comigo, que foi teu aluno. Eu, ao lado dele, no chiado como na faculdade, estava na sala ao lado no primeiro ano, a ter Introdução com o professor Nogueira de Brito.
Cheguei a fazer uma oral contigo (que me correu mal como tudo, mas adiante), despediste-te de mim com o costumeiro "terminou a sua oral", e agora sou eu que me despeço. Sou eu que fico. Sou o que resiste.
Mas, tendo o hábito de ler o País Relativo, não vou ficar com o sorriso de triunfo com que sonhei.

Explicação devida

"Chico e Dias: vocês formam uma dupla!! Uma senhora dupla!" disse a nossa boa amiga Catarina.
Pois bem, cara leitora, aqui vai a explicação: eu e o Miguel somos uma espécie de David Brent e Chris Finch. Ele faz mais piadas, e eu imitações... bem, eu também faço piadas.

terça-feira, março 22, 2005

O duelo dos caubóis

Um jogo marcado pelos duelos suados, olhos nos olhos, macho para macho. Mão perto do coldre, falanges trementes, nervosismo na ponta dos dedos.

O primeiro duelo: o dos
EIROS

PesEIRO: "sou mau, mas jogo em casa, até é normal!"



CoucEIRO: "sou mau, e é só isso. Sou mau, pronto, não podes fazer nada em relação a isso."




Segundo duelo:
Qual de nós vai fazer mais figuras tristes?

Ricardo: "claramente eu! Quando me dá p'raí sou soberbamente mau"



Vitor Baía: "sou eu, porque desde que comecei a ter estilo perdi as qualidades"



"quando usava boné ninguém me parava, e agora é o que se vê"



Qual deles ganhou o duelo?
Claramente o Porto.
CoucEIRO pelas substituições, Baía pela qualidade demonstrada na primeira parte. É pena, mas o Sporting perdeu onde realmente interessava... nos DUELOS.

Adiante,
MENÇÕES HONROSAS

Este, porque não jogou nada, mas tranquilizou:



Este, porque foi grande no alto do seu metro e meio:



AS FRASES

«O jogo ficou definido com a segunda expulsão. O árbitro teve nesse lance um critério demasiado apertado, já que Vítor Baia ainda estava na baliza e Jorge Costa também. É verdade que a bola seguia para Liedson, mas também o é que se podem marcar grandes penalidades sem que se mostre cartão vermelho. Neste caso, a bola nem sequer iria para a baliza, o que me leva a pensar que o amarelo seria o cartão mais justo» - Zeca CoucEIRO

«O critério utilizado não foi uniforme. Se aquela atitude valia a expulsão, teríamos de ver alguns cartões antes. Não se pode analisar o primeiro lance de uma forma e depois disso passar-se a utilizar um critério mais rígido. No FC Porto temos de estar preparados para estas coisas, porque toda a conjuntura do futebol português está voltada para que em caso de dúvida se penalize a nossa equipa. Sabemos de antemão que temos de ter uma atitude mais rigorosa que os nossos adversários e é pena que isso aconteça.» - Zezinho CoucEIRO

«Sou mesmo muito mau.» - José Couceiro

Do jogo efectivo, dos esquemas tácticos e dos desenhos individuais, do verdadeiro futebol e da magia das emoções, fica uma primeira oportunidade do F.C. Porto, logo aos cinco minutos, com Costinha a aparecer a cabecear isolado após livre de Quaresma. Ficava um aviso e uma confirmação. A certeza de que o Dragão estava mesmo em campo para ganhar e de que o Sporting tinha de ser mais comedido do que o normal. - site do F.C. Porto

O árbitro penalizou uma eventual agressão, criando um critério que até aí não parecia querer assumir, e deixou o F.C. Porto com menos um atleta, em inferioridade numérica, obrigado a reinventar a sua estratégia. - site do F. C. Porto

Seitaridis jogou a bola com a mão após um cruzamento que buscava Lidson. O árbitro exibiu cartão vermelho ao grego. Fica a dúvida, gigante, inequívoca. É possível garantir que era golo? A bola não ia para a baliza. - site do F. C. Porto

«O jogo foi uma merda, mas ganhou a equipa que jogou menos mal. E ainda bem que essa foi o Sporting. Estou feliz, porque estou contente.» - Eu

segunda-feira, março 21, 2005

E chove, e chove...

Chove Chuva

Chove chuva, chove sem parar, chove chuva, chove sem parar
Pois eu vou fazer uma prece pra Deus nosso senhor,
Pra chuva parar de molhar o meu divino amor
Que é muito lindo, é mais que o infinito, é puro e belo inocente como a flor
Por favor chuva ruim, não molhe mais o meu amor assim

Jorge Ben

NOJO!!!

Estava agora a atravessar a rua, aqui no Saldanha, e obriguei o Luis Delgado a parar para me deixar passar. A minha primeira reacção foi mesmo: "vou escarrar-lhe no BMW que está limpinho de mais, e é bom de mais para ele" - era dos novos.
Mas depois pensei: "não, vou lançar-lhe a meu ar mais ameaçador!" E se bem o pensei, melhor o fiz. Enquanto passava em frente ao carro dele, ostensivamente devagar, lancei-lhe um prolongado esgar de ódio, e sou capaz de jurar que ele ficou com medo.
Fosse uma rua mais calma, e ainda lhe riscava o carro.

domingo, março 20, 2005

Ninguém me trava

Era para ir ver o Goodbye, Dragon Inn, mas por engano não havia à hora que queria. Fui ver este, e não me arrependo nada.
É fabuloso (odeio esta palavra, mas é mesmo assim).

sábado, março 19, 2005

Honestamente...

há muitos melhor que este?

terça-feira, março 15, 2005

Foste tu quem pediu!

Santana Lopes: "Chamem-me o que quiserem".

"Palerma!"

Our House

(De vez em quando vêm-me músicas fixes à cabeça, e é isso que me safa aqui no emprego)

Father wears his Sunday best
Mother's tired she needs a rest
The kids are playing up downstairs
Sister's sighing in her sleep
Brother's got a date to keep
He can't hang around

Our house, in the middle of our street
Our house, in the middle of our...

Our house it has a crowd
There's always something happening
And it's usually quite loud
Our mum she's so house-proud
Nothing ever slows her down
And a mess is not allowed

Our house, in the middle of our street
Our house, in the middle of our...

Our house, in the middle of our street
Our house, in the middle of our...
Something tells you that you've got to get away from it

Father gets up late for work
Mother has to iron his shirt
Then she sends the kids to school
Sees them off with a small kiss
She's the one they're going to miss
In lots of ways

Our house, in the middle of our street
Our house, in the middle of our...
I remember way back then when everything was true and when

We would have such a very good time such a fine time
Such a happy time
And I remember how we'd play simply waste the day away
Then we'd say nothing would come between us two dreamers

Father wears his Sunday best
Mother's tired she needs a rest
The kids are playing up downstairs
Sister's sighing in her sleep
Brother's got a date to keep
He can't hang around

Our house, in the middle of our street
Our house, in the middle of our street

Our house, in the middle of our street
Our house, in the middle of our ...

Our house, was our castle and our keep
Our house, in the middle of our street

Our house, that was where we used to sleep
Our house, in the middle of our street

Our house, in the middle of our street

The Madnes

Lembrei-me...

It's Christmas in Heaven,
There's great films on TV,
'The Sound of Music' twice an hour,
And 'Jaws' One, Two, and Three.

segunda-feira, março 14, 2005

Eu não sou de falar mal...

mas na 6ª tive um convite de um grande amigo para ir ver este filme, e infelizmente (pensava eu) não pude ir... mas lá falei com um outro camarada que também queria ir, e lá fomos nós, no sábado.
O filme tem planos bonitos, e ela é gira. Mas é mesmo só isto que se me oferece dizer sobre o filme.
Fraquinho.


Fiquei mais satisfeito com este, que vi pela primeira vez na 6ª (pois é Miguel, tinha isto combinado, e foi por isso que não pude aceitar).

quinta-feira, março 10, 2005

Músicas com que se acorda II

Vivo Sonhando

Vivo sonhando
Sonhando mil horas sem fim
Tempo em que vou perguntando
Se gostas de mim
Tempo de falar em estrelas
Falar de um mar
De um céu assim
Falar do bem que se tem
mas você não vem
Não vem

Você não vindo,
Não vindo a vida tem fim
Gente que passa sorrindo
zombando de mim
E eu a falar em estrelas,
mar, amor, luar
Pobre de mim
que só sei te amar.

Antônio Carlos Jobim

Músicas com que se acorda I

Venise n'est pas en Italie

T'as pas de quoi prendre l'avion ni même un train
Tu n'pourrais pas lui offrir un aller Melun
Mais tu l'emmènes
Puisque tu l'aimes
Sur des océans dont les marins
N'ont jamais vu la fin
Tu as le ciel que tes carreaux t'ont dessiné
Et le soleil sur une toile de ciné
Mais tu t'en fiches
Mais tu es riche
Tu l'es puisque vous vous aimez

Venise n'est pas en Italie
Venise c'est chez n'importe qui
Fais-lui l'amour dans un grenier
Et foutez-vous des gondoliers
Venise n'est pas là où tu crois
Venise aujourd'hui c'est chez toi
C'est où tu vas, c'est où tu veux
C'est l'endroit où tu es heureux

Vous n'êtes plus dans cette chambre un peu banale
Ce soir vous avez rendez-vous sur le canal
Feux d'artifice
La barque glisse
Vous allez tout voir, tout découvrir
Y compris le Pont des Soupirs
Ça durera un an ou une éternité
Le temps qu'un dieu vienne vous dire "assez chanté"
Quelle importance
C'est les vacances
Tout ça parce que vous vous aimez

Venise n'est pas en Italie
Venise c'est chez n'importe qui
Fais-lui l'amour dans un grenier
Et foutez-vous des gondoliers
Venise n'est pas là où tu crois
Venise aujourd'hui c'est chez-toi
C'est où tu vas, c'est où tu veux
C'est l'endroit où tu es heureux

Venise n'est pas en Italie
Venise c'est chez n'importe qui
C'est n'importe où, c'est important
Mais ce n'est pas n'importe quand
Venise c'est quand tu vois du ciel
Couler sous des ponts mirabelles
C'est l'envers des matins pluvieux
C'est l'endroit où tu es heureux

Claude Lesmesle

P.S.: Mas cantada pelo Serge Reggiani, nem há outra hipótese.

Outro dia...

...não m'alembra quando, apanhei um taxista patusco.
Ouvia a Radar (ou Rajar - se no carro do Loff), e ria-se de modo divertido a falar mal dos políticos. Era um bocado acelera, mas Lisboa, às 2h da manhã, é uma cidade vazia. Parecia um sujeito simpático, e no meio de "tá-se's" abanava a cabeça ao som da música (que era um bocado fatela, mas era divertido vê-lo a curti-la).
Despediu-se de mim com a cereja no topo do bolo: "Boa noite, e obrigadão!"
O pormenor engraçado, é que o taxista - conforme eu tinha notado mal entrei no carro - já tinha aí uns setenta e tal anos.
Mas ninguém nunca lhe deve ter dito a idade que tem, ou então está mesmo a cagar-se para isso.

domingo, março 06, 2005

Eternal Sunshine of the Spotless Mind



Sem dúvida, um dos melhores filmes que vi na minha vida. Estou a falar a sério. Mesmo, mesmo. Têm que ver o filme. Nem consigo falar dele.

P.S.: Fui com o camarada dias, mas ele já o tinha visto.

quinta-feira, março 03, 2005

Já agora, não percam os próximos

Cinema Ávila, em Março, por 2,5€: os melhores de 2004, segundo a crítica.


WANDA
20 (DOM) 21 (SEG)
De Barbara Loden


2046
22 (TER) 23 (QUA)
De Wong Kar Wai


A VILA
24 (QUI) 25 (SEX) 26 (SÁB)
De M. Night Shyamalan


OS SUPER-HERÓIS - VO
27 (DOM) 28 (SEG)
De Brad Bird


O REGRESSO
29 (TER) 30 (QUA)
De Andrei Zvyagintsev


HORÁRIO
14H30 / 17H00 / 19H30 / 22H00
Excepto quando assinalado

Ah, é verdade!

Na terça fui ver este de novo, ao Ávila, com a grande vantagem de desta feita ter pago apenas 2,5€.

Ontem foi este

Se isto continua assim, tenho mesmo que tirar o King Card.

Se quiserem sair de uma sala de cinema com aquela sensação de quem acabou de receber um soco no estômago, é este o filme a ver.
Mas é muito, muito bom.

quarta-feira, março 02, 2005

Come Together

Here come old flattop he come grooving up slowly
He got joo-joo eyeball he one holy roller
He got hair down to his knee
Got to be a joker he just do what he please

He wear no shoeshine he got toe-jam football
He got monkey finger he shoot coca-cola
He say "I know you, you know me"
One thing I can tell you is you got to be free

Come together right now over me

He bag production he got walrus gumboot
He got Ono sideboard he one spinal cracker
He got feet down below his knee
Hold you in his armchair you can feel his disease

Come together right now over me

He roller-coaster he got early warning
He got muddy water he one mojo filter
He say "One and one and one is three"
Got to be good-looking 'cause he's so hard to see

Come together right now over me

The Beatles

terça-feira, março 01, 2005

O Fim de Semana

Só para dizer que no Domingo fui jantar a casa da Sangria, e o Loff também estava lá.
Foi um serão engraçado, onde ouvimos Monthy Pyton - The Meaning of Life -, e recordámos ("recordar é viver") o grande Quarteto 1111 no geral, José Cid e Tó Zé Brito no particular; o som futurista, e um pouco pós-moderno, dos Mini Stars e Onda Choc (afinal, qual deles era melhor?); e variadíssimos êxitos que ouvimos na nossa juventude.
Foi um regresso ao passado, num casa antiga, onde o meu pai chegou a estar com o pai da Sangria, embora duvide que tenham discutido a falácia José Cid - de um dos expoentes mundiais de rock progressivo até um dos expoentes universais de como fazer figuras tristes em qualquer lado.
Foi fixolas.

Antes do jantar fui com a minha mais que tudo ver o Sideways, e que bom filme que é. É impressionante a capacidade de Paul Giamatti em transformar momentos que se julgam de felicidade, em melancolias intermináveis.
Chateou-me o facto de muita gente que vai ao cinema não conseguir, depois, separá-las, e rir-se de momentos de grande intensidade dramática (que o filme também tem).
Tirei a barriga de misérias: já não ia ao cinema há muito tempo, e fui no sábado ver o Relatório Kinsey. Também é muito bom, e lembra-me porque é que odeio tanto os puritanismos americanos. Será que eles sabem que se não fizessem tanto tabu à volta do sexo, provavelmente não teriam os problemas que têm? Foi o mesmo com a Lei Seca, e viu-se no que deu...