terça-feira, abril 19, 2005

Músicas com que acorda VI

Hoje de manhã foi este, e a música que saliento é esta:



Instant Street

You're probably right, seen from your side, that I've been lucky
but I've been meaning to crack all week.
Yes I've been involved, it never resolved into anything shocking.
Pains playing yoyo in my body as we speak.

And now I found something to look for, but I can't decide,
'Cause I might find that to stroll behind is better than to score.
Just like I did before.

It wouldn't be true, not towards you, to say that I'm staying.
When on every single impulse, on every other move I react.
'Cause in any old creek, with changing technique, you'll see me playing.
After any old motherfucking blow I'll be back.

We turned away from instant stuff
our cracking codes were breaking up
our words were sucked out it made them clean.
And after lowness say it
and after more let it be known
Our codes are grown into something mean.

You're probably right, as for tonight, you're making me nervous.
What is it you want me to be thinking of?
I'll put on a movie, I'll play something groovy as a matter of service
And I'll chuckle when you smile as a matter of love.
'Cause you know it's not my style to be giving up now.
And this pain in my side, I had enough.

This time I go for Instant Street
This life's a soulless excuse for all abuse and parenthesis.
The flyspecked windows and the stinking lobbies
they'll remain all the same, all the same.

This time I go. This time I go...



dEUS

sexta-feira, abril 15, 2005

Músicas com que se passa o tempo

Ando aí há duas semanas com esta música a martelar-me o juízo. Não passa dia em que não me lembre dela. Gosto muito da música, mas também já irrita!

Diamonds On The Inside

I knew a girl
Her name was truth
She was a horrible liar
She couldn't spend one day alone
But she couldn't be satisfied
When you have everything
You have everything to lose
She made herself a bed of nails
And she's planning on putting it to use

She had diamonds on the inside
She had diamonds on the inside
She had diamonds on the inside
Diamonds

A candle throws its light into the darkness
In a nasty world so shines a good deed
Make sure the fortune that you seek
Is the fortune that you need
Tell me why the first to ask
Is the last to give every time
What you say and do not mean
Follows you close behind

She had diamonds on the inside
She had diamonds on the inside
She wore diamonds on the inside
Diamonds
Diamonds

Like the soldier long standing under fire
Any change comes as a relief
Let the giver's name remain unspoken
She is just a generous thief

She had diamonds on the inside
She had diamonds on the inside
She wore diamonds on the inside
She wore diamonds
Oh- diamonds
She had diamonds
She wore diamonds
Diamonds

Ben Harper

Ele há clubes

e ele há Clubes!





quinta-feira, abril 14, 2005

GAITA!

Ouvi na Têcêfê que é provável haver coligação em Lisboa entre PS, PCP e Bloco.
MAS QUE GAITA!!!!!!
Não quero votar Carrilho. Não gosto do homem. Não sei porquê, mas não gosto. É um pedante. É daqules PSzinhos meio parolos; dá a sensação que só se juntou ao Partido para aparecer em qualquer sítio - seja na televisão, na Caras, ou no rai'que o parta.
E tem um penteado... vai lá vai (odeio esta expressão, mas aquele cabelinho...)!
Assim sendo, só me resta fazer um apelo: Garcia Pereira, se me estás a ler, não defraudes as espectativas das pessoas de esquerda. Candidata-te, e conta com o voto dos desalinhados (mentais) como eu!
Força Camarada!

terça-feira, abril 12, 2005

Alguém conhece esse tal Darwin?

Ando com umas teorias sobre a evolução das espécies.






O truque é sorrir

Estamos em Abril e ainda só recebi o ordenado de Janeiro (nem sequer o subsídio de almoço); o país está na fossa; o Menezes teve 45% de votos do PSD; estamos a atravessar a pior seca dos últimos anos; o Santana Lopes foi PM; há um gaja que trabalha comigo que me dá cabo dos nervos.
E depois há sempre alguém a perguntar: "Está tudo bem?" ou "Como é que vai a vida?"
Eu calo-me, sorrio, e tento pensar:

Some things in life are bad
They can really make you mad
Other things just make you swear and curse.
When you're chewing on life's gristle
Don't grumble, give a whistle
And this'll help things turn out for the best...

And...always look on the bright side of life...
Always look on the light side of life...

If life seems jolly rotten
There's something you've forgotten
And that's to laugh and smile and dance and sing.
When you're feeling in the dumps
Don't be silly chumps
Just purse your lips and whistle - that's the thing.

And...always look on the bright side of life...
Always look on the light side of life...

For life is quite absurd
And death's the final word
You must always face the curtain with a bow.
Forget about your sin - give the audience a grin
Enjoy it - it's your last chance anyhow.

So always look on the bright side of death
Just before you draw your terminal breath

Life's a piece of shit
When you look at it
Life's a laugh and death's a joke, it's true.
You'll see it's all a show
Keep 'em laughing as you go
Just remember that the last laugh is on you.

And always look on the bright side of life...
Always look on the right side of life...
(Come on guys, cheer up!)
Always look on the bright side of life...
Always look on the bright side of life...
(Worse things happen at sea, you know.)
Always look on the bright side of life...
(I mean - what have you got to lose?)
(You know, you come from nothing - you're going back to nothing.
What have you lost? Nothing!)
Always look on the right side of life...



Always Look on the Bright Side of Life
Eric Idle - Monty Python




segunda-feira, abril 11, 2005

MILAGRE!!!!!

Pela segunda vez em muitos anos, e nem me lembro bem quendo foi a primeira, assistimos a uma jornada histórica na Liga Portuguesa (englobando a Super a II).
Na mesma jornada, o Benfica e o Porto perderam, e o Chaves e o Sporting ganharam.
OH, FELICIDADE!!!...

Caro Líder, lamento mas o Desportivo está em 12º, e o Portimonense em 13º. Vamos ter disputa até ao fim! Sabes se ainda vai haver derby entre os dois?

Nicola Conte



Foi sábado, na Aula Magna, e foi muito bom.
Não foi o melhor, e a cantora de serviço - Bemba Segue, creio - podia cantar melhor. Mas não era preciso uma grande voz, e tanto o próprio como os músicos que com ele vinham eram, mas muito, bons.
Tocaram Other Directions (o último álbum), e não se aventuraram para fora disso.

Mas que raio!

Ontem recebi esta mensagem:
"e depois tive que esperar muitos anos...Bem que podia e devia tdr esperado . 12 anos, sabia?".

Mas o meu telemóvel é público, ou quê?!

Claro que depois reparei no número, e pensei: "Mas que raio! Que número é este?"; o número é +552182041388.
Parece que há para aí umas fraudes por telemóvel, e estes gajos deviam estar à espera que eu lhes reagisse. Olha, este! (aqui veja-se um braço cruzado por cima do outro, em jeito "Bordalo")
Não lhes disse nada, mas aviso-vos para terem cuidado com estas gaitas.

sexta-feira, abril 08, 2005

Músicas com que se acorda V

É oficial, abri o baú das recordações.

3ª feira
Communiqué - Dire Straits. Não é o melhor deles, mas sabe bem ouvir aquelas três músicas.

Once Upon A Time In The West, News, Lady Writer

4ª feira
Best of - Blur
. Caramba, é uma banda da minha geração, e não gostando assim muito deles, o best of não tá nada mau. Tem as míticas.

Beetlebum, There's No Other Way, Coffee & TV, Country House

5ª feira
Greatest Hits - Neil Young
. É muito bom. Este gajo sabe de música (se bem que lé pelo meio há umas farçolas: as mais recentes).

Down By The River, Cowgirl in the Sand, The Needle And The Damage Done, Old Man

6ª feira - hoje
The Pogues - Red Roses For Me
. Foi um dos últimos discos que comprei, e deve ser o melhor deles. Folk de bebedeira (e logo eu, que não bebo).

Transmetropolitan, Battle of Brisbane, Boys from the County Hell, Streams of Whiskey

quarta-feira, abril 06, 2005

Caramba...

A Catarina foi-se embora...




merda!

terça-feira, abril 05, 2005

O Jogo do Fim de Semana

Decorreu no domingo um dos melhores jogos dos últimos anos, no que a futebol profissional diz respeito, no nosso pequeno burgo.
Num estádio mítico, de histórias profundamente enraizadas no imaginário popular, uma equipa em primeiro lugar na classificação joga com outra, uns lugares mais abaixo, mas nem por isso com um futebol menos atractivo aos olhos de quem a segue.
O jogo é emocionante, com muitos golos, uma vitória quase garantida, um empate decepcionante (mas merecido), uma reacção à altura com um golo nos últimos instantes, e uma vitória que fez explodir de alegria a massa adepta da casa.
Fica como saldo um daqueles resultados à antiga: 4-3. A vitória deu alento à equipa da casa, e em nada influiu na posição dos adversários. Um daqules jogos bonitos em que a alegria de uma lado não provoca necessariamente a tristeza do outro.

O artigo de jornal:
aqui.

O palco:
Municipal de Chaves.


As equipas:
G. D. Chaves 4-3 Paços de Ferreira

segunda-feira, abril 04, 2005

Músicas com que se acorda IV



Hoje de manhã, antes de sair de casa, tirei da prateleira, de onde não saía há mais de um ano, este disco.
Can's Stand Losing You, Message In a Bottle, Walking on The Moon, Roxanne, e Spirits in The Material World são motivos suficientes. Mas mesmo que não fossem, há lá mais.

CONSEGUI!!!!!



Finalmente consegui ir ver o filme. Chiça que é bom com'ó raio! Mas mesmo bom. Não há Óscar que não seja merecido naquele filme. O Clint Eastwood está a refinar com a idade, faz filmes cada vez melhores.
E a Hillary Swank é uma Grande actriz. E quanto ao Morgan Freeman nem vale a pena comentar. O Clint Eastwood é igual a ele próprio, quando faz filmes bons... bom, mas sempre com aquele ar irónico de quem sabe exactamente o que está a fazer.
E eu consegui ir vê-lo, finalmente, na 6ª feira (só não postei aqui nada porque não consegui fazer isto em casa).

"
E agora, a piadinha de mau gosto: acho que o Papa só estava à espera que eu fosse ver o filme...

"

Sou ateu, acho que o Papa até tinha ar de boa pessoa, mas tudo aquilo que dizem que ele fez não me diz muito.
Espero não ferir susceptibilidades, mas a morte dele passou-me um bocado ao lado. Só não passou completamente, porque a televisão não deixou.

sexta-feira, abril 01, 2005

Músicas com que se acorda III



A Forest

Come closer and see
See into the trees
Find the girl
If you can
Come closer and see
See into the dark
Just follow your eyes
Just follow your eyes

I hear her voice
Calling my name
The sound is deep
In the dark
I hear her voice
And start to run
Into the trees
Into the trees

Into the trees

Suddenly I stop
But I know it's too late
I'm lost in a forest
All alone
The girl was never there
It's always the same
I'm running towards nothing
Again and again and again and again


Robert Smith - The Cure

quinta-feira, março 31, 2005

Boa tarde

Pronto.
Vim aqui porque ontem não consegui postar nada, dava-me um erro qualquer. Já que hoje consegui, e por falta de coisas para dizer, aproveito para perguntar se está tudo bem com os caríssimos leitores.
Está tudo bem?
Espero que sim!

Os mais sinceros cumprimentos,
Ogre

terça-feira, março 29, 2005

Joguinho

Obrigado Catarina, por indicares este joguinho tão boneco. Literalmente.
Para quem gosta de Polyhonic Spree (ou não conhece e quer conhecer; ou não gosta, ficando neste caso o conselho de desligar a música; ou não gosta mas quer dar uma hipótese à rapaziada; ou queira mesmo só jogar; ou o que quer que seja, chiça!!!), esta é uma excelente maneira de conhecer o novo álbum.
Ah, pois é.

domingo, março 27, 2005

Estou de volta

E para contar uma história que se passou na quinta-feira, à hora de almoço, antes de ir para Chaves.
Estava a almoçar com duas amigas em Alcântara, num restaurante nepalês muito bom que lá há. Contente da vida, a disfrutar da minha refeição, recebo uma mensagem estranha no telemóvel. A primeira reacção foi de medo: sabendo que nada tinha feito, este tipo de mensagens assustam um gajo. Claro que depois de a ler com atenção, ri-me do que se passara, e mostrei-a às minhas amigas. Elas também se riram.
A mensagem dizia o seguinte:
"*conf#quando xegares a brg vais ficar careca de tantos cabelos k t vou arrancar, andas t a fazer olhinhos ao meu gajo. poe-t a pau. anonimo."
Primeiro: falhou na tentativa de mandar uma mensagem confidencial; apareceu o número.
Segundo: Eu? De Braga?
Terceiro: Fazer olhinhos a um gajo?
Respondi-lhe:
"Deve ser engano. N sou de brg, sou gajo, e sou hetero. Peço desculpa."
Não me respondeu. Ora bolas.
Rapariga de Braga: se vieres aqui, e se leres isto, responde-me. Estou preocupado contigo.
E já agora, arranca também os cabelos ao teu gajo. Ele se calhar também lhe fez olhinhos. Os homens nunca são inocentes.
OS HOMENS SÃO TODOS IGUAIS!

quinta-feira, março 24, 2005

Lá vou eu

Caros amigos, confidentes, e leitores em geral:
Vou passar a Páscoa à sempre bela vila velha de Chaves. Sendo assim, voltarei na 2ª, e retomarei o ritmo costumeiro. Ou seja, escrevo ou não, dependendo se tiver alguma coisa para dizer.
Beijinhos e abraços, e boa Páscoa.

quarta-feira, março 23, 2005

O fim (não o meu)

Confesso que não ia muitas vezes, mas fazia-o sempre com prazer.
Mais um bom blog que chega ao fim, deixando-nos um nozinho na garganta.
Um abraço especial para alguém que não posso tratar por tu, por motivos explicados de seguida, mas sendo (neste caso) um companheiro de estrofes bloguísticas, não me levará a mal.
Mark Kirkby, cruzámo-nos na segunda feira, a seguir ao jogo do sporting, no chiado, e cumprimentaste o rapaz que ia comigo, que foi teu aluno. Eu, ao lado dele, no chiado como na faculdade, estava na sala ao lado no primeiro ano, a ter Introdução com o professor Nogueira de Brito.
Cheguei a fazer uma oral contigo (que me correu mal como tudo, mas adiante), despediste-te de mim com o costumeiro "terminou a sua oral", e agora sou eu que me despeço. Sou eu que fico. Sou o que resiste.
Mas, tendo o hábito de ler o País Relativo, não vou ficar com o sorriso de triunfo com que sonhei.

Explicação devida

"Chico e Dias: vocês formam uma dupla!! Uma senhora dupla!" disse a nossa boa amiga Catarina.
Pois bem, cara leitora, aqui vai a explicação: eu e o Miguel somos uma espécie de David Brent e Chris Finch. Ele faz mais piadas, e eu imitações... bem, eu também faço piadas.

terça-feira, março 22, 2005

O duelo dos caubóis

Um jogo marcado pelos duelos suados, olhos nos olhos, macho para macho. Mão perto do coldre, falanges trementes, nervosismo na ponta dos dedos.

O primeiro duelo: o dos
EIROS

PesEIRO: "sou mau, mas jogo em casa, até é normal!"



CoucEIRO: "sou mau, e é só isso. Sou mau, pronto, não podes fazer nada em relação a isso."




Segundo duelo:
Qual de nós vai fazer mais figuras tristes?

Ricardo: "claramente eu! Quando me dá p'raí sou soberbamente mau"



Vitor Baía: "sou eu, porque desde que comecei a ter estilo perdi as qualidades"



"quando usava boné ninguém me parava, e agora é o que se vê"



Qual deles ganhou o duelo?
Claramente o Porto.
CoucEIRO pelas substituições, Baía pela qualidade demonstrada na primeira parte. É pena, mas o Sporting perdeu onde realmente interessava... nos DUELOS.

Adiante,
MENÇÕES HONROSAS

Este, porque não jogou nada, mas tranquilizou:



Este, porque foi grande no alto do seu metro e meio:



AS FRASES

«O jogo ficou definido com a segunda expulsão. O árbitro teve nesse lance um critério demasiado apertado, já que Vítor Baia ainda estava na baliza e Jorge Costa também. É verdade que a bola seguia para Liedson, mas também o é que se podem marcar grandes penalidades sem que se mostre cartão vermelho. Neste caso, a bola nem sequer iria para a baliza, o que me leva a pensar que o amarelo seria o cartão mais justo» - Zeca CoucEIRO

«O critério utilizado não foi uniforme. Se aquela atitude valia a expulsão, teríamos de ver alguns cartões antes. Não se pode analisar o primeiro lance de uma forma e depois disso passar-se a utilizar um critério mais rígido. No FC Porto temos de estar preparados para estas coisas, porque toda a conjuntura do futebol português está voltada para que em caso de dúvida se penalize a nossa equipa. Sabemos de antemão que temos de ter uma atitude mais rigorosa que os nossos adversários e é pena que isso aconteça.» - Zezinho CoucEIRO

«Sou mesmo muito mau.» - José Couceiro

Do jogo efectivo, dos esquemas tácticos e dos desenhos individuais, do verdadeiro futebol e da magia das emoções, fica uma primeira oportunidade do F.C. Porto, logo aos cinco minutos, com Costinha a aparecer a cabecear isolado após livre de Quaresma. Ficava um aviso e uma confirmação. A certeza de que o Dragão estava mesmo em campo para ganhar e de que o Sporting tinha de ser mais comedido do que o normal. - site do F.C. Porto

O árbitro penalizou uma eventual agressão, criando um critério que até aí não parecia querer assumir, e deixou o F.C. Porto com menos um atleta, em inferioridade numérica, obrigado a reinventar a sua estratégia. - site do F. C. Porto

Seitaridis jogou a bola com a mão após um cruzamento que buscava Lidson. O árbitro exibiu cartão vermelho ao grego. Fica a dúvida, gigante, inequívoca. É possível garantir que era golo? A bola não ia para a baliza. - site do F. C. Porto

«O jogo foi uma merda, mas ganhou a equipa que jogou menos mal. E ainda bem que essa foi o Sporting. Estou feliz, porque estou contente.» - Eu

segunda-feira, março 21, 2005

E chove, e chove...

Chove Chuva

Chove chuva, chove sem parar, chove chuva, chove sem parar
Pois eu vou fazer uma prece pra Deus nosso senhor,
Pra chuva parar de molhar o meu divino amor
Que é muito lindo, é mais que o infinito, é puro e belo inocente como a flor
Por favor chuva ruim, não molhe mais o meu amor assim

Jorge Ben

NOJO!!!

Estava agora a atravessar a rua, aqui no Saldanha, e obriguei o Luis Delgado a parar para me deixar passar. A minha primeira reacção foi mesmo: "vou escarrar-lhe no BMW que está limpinho de mais, e é bom de mais para ele" - era dos novos.
Mas depois pensei: "não, vou lançar-lhe a meu ar mais ameaçador!" E se bem o pensei, melhor o fiz. Enquanto passava em frente ao carro dele, ostensivamente devagar, lancei-lhe um prolongado esgar de ódio, e sou capaz de jurar que ele ficou com medo.
Fosse uma rua mais calma, e ainda lhe riscava o carro.

domingo, março 20, 2005

Ninguém me trava

Era para ir ver o Goodbye, Dragon Inn, mas por engano não havia à hora que queria. Fui ver este, e não me arrependo nada.
É fabuloso (odeio esta palavra, mas é mesmo assim).

sábado, março 19, 2005

Honestamente...

há muitos melhor que este?

terça-feira, março 15, 2005

Foste tu quem pediu!

Santana Lopes: "Chamem-me o que quiserem".

"Palerma!"

Our House

(De vez em quando vêm-me músicas fixes à cabeça, e é isso que me safa aqui no emprego)

Father wears his Sunday best
Mother's tired she needs a rest
The kids are playing up downstairs
Sister's sighing in her sleep
Brother's got a date to keep
He can't hang around

Our house, in the middle of our street
Our house, in the middle of our...

Our house it has a crowd
There's always something happening
And it's usually quite loud
Our mum she's so house-proud
Nothing ever slows her down
And a mess is not allowed

Our house, in the middle of our street
Our house, in the middle of our...

Our house, in the middle of our street
Our house, in the middle of our...
Something tells you that you've got to get away from it

Father gets up late for work
Mother has to iron his shirt
Then she sends the kids to school
Sees them off with a small kiss
She's the one they're going to miss
In lots of ways

Our house, in the middle of our street
Our house, in the middle of our...
I remember way back then when everything was true and when

We would have such a very good time such a fine time
Such a happy time
And I remember how we'd play simply waste the day away
Then we'd say nothing would come between us two dreamers

Father wears his Sunday best
Mother's tired she needs a rest
The kids are playing up downstairs
Sister's sighing in her sleep
Brother's got a date to keep
He can't hang around

Our house, in the middle of our street
Our house, in the middle of our street

Our house, in the middle of our street
Our house, in the middle of our ...

Our house, was our castle and our keep
Our house, in the middle of our street

Our house, that was where we used to sleep
Our house, in the middle of our street

Our house, in the middle of our street

The Madnes

Lembrei-me...

It's Christmas in Heaven,
There's great films on TV,
'The Sound of Music' twice an hour,
And 'Jaws' One, Two, and Three.

segunda-feira, março 14, 2005

Eu não sou de falar mal...

mas na 6ª tive um convite de um grande amigo para ir ver este filme, e infelizmente (pensava eu) não pude ir... mas lá falei com um outro camarada que também queria ir, e lá fomos nós, no sábado.
O filme tem planos bonitos, e ela é gira. Mas é mesmo só isto que se me oferece dizer sobre o filme.
Fraquinho.


Fiquei mais satisfeito com este, que vi pela primeira vez na 6ª (pois é Miguel, tinha isto combinado, e foi por isso que não pude aceitar).

quinta-feira, março 10, 2005

Músicas com que se acorda II

Vivo Sonhando

Vivo sonhando
Sonhando mil horas sem fim
Tempo em que vou perguntando
Se gostas de mim
Tempo de falar em estrelas
Falar de um mar
De um céu assim
Falar do bem que se tem
mas você não vem
Não vem

Você não vindo,
Não vindo a vida tem fim
Gente que passa sorrindo
zombando de mim
E eu a falar em estrelas,
mar, amor, luar
Pobre de mim
que só sei te amar.

Antônio Carlos Jobim

Músicas com que se acorda I

Venise n'est pas en Italie

T'as pas de quoi prendre l'avion ni même un train
Tu n'pourrais pas lui offrir un aller Melun
Mais tu l'emmènes
Puisque tu l'aimes
Sur des océans dont les marins
N'ont jamais vu la fin
Tu as le ciel que tes carreaux t'ont dessiné
Et le soleil sur une toile de ciné
Mais tu t'en fiches
Mais tu es riche
Tu l'es puisque vous vous aimez

Venise n'est pas en Italie
Venise c'est chez n'importe qui
Fais-lui l'amour dans un grenier
Et foutez-vous des gondoliers
Venise n'est pas là où tu crois
Venise aujourd'hui c'est chez toi
C'est où tu vas, c'est où tu veux
C'est l'endroit où tu es heureux

Vous n'êtes plus dans cette chambre un peu banale
Ce soir vous avez rendez-vous sur le canal
Feux d'artifice
La barque glisse
Vous allez tout voir, tout découvrir
Y compris le Pont des Soupirs
Ça durera un an ou une éternité
Le temps qu'un dieu vienne vous dire "assez chanté"
Quelle importance
C'est les vacances
Tout ça parce que vous vous aimez

Venise n'est pas en Italie
Venise c'est chez n'importe qui
Fais-lui l'amour dans un grenier
Et foutez-vous des gondoliers
Venise n'est pas là où tu crois
Venise aujourd'hui c'est chez-toi
C'est où tu vas, c'est où tu veux
C'est l'endroit où tu es heureux

Venise n'est pas en Italie
Venise c'est chez n'importe qui
C'est n'importe où, c'est important
Mais ce n'est pas n'importe quand
Venise c'est quand tu vois du ciel
Couler sous des ponts mirabelles
C'est l'envers des matins pluvieux
C'est l'endroit où tu es heureux

Claude Lesmesle

P.S.: Mas cantada pelo Serge Reggiani, nem há outra hipótese.

Outro dia...

...não m'alembra quando, apanhei um taxista patusco.
Ouvia a Radar (ou Rajar - se no carro do Loff), e ria-se de modo divertido a falar mal dos políticos. Era um bocado acelera, mas Lisboa, às 2h da manhã, é uma cidade vazia. Parecia um sujeito simpático, e no meio de "tá-se's" abanava a cabeça ao som da música (que era um bocado fatela, mas era divertido vê-lo a curti-la).
Despediu-se de mim com a cereja no topo do bolo: "Boa noite, e obrigadão!"
O pormenor engraçado, é que o taxista - conforme eu tinha notado mal entrei no carro - já tinha aí uns setenta e tal anos.
Mas ninguém nunca lhe deve ter dito a idade que tem, ou então está mesmo a cagar-se para isso.

domingo, março 06, 2005

Eternal Sunshine of the Spotless Mind



Sem dúvida, um dos melhores filmes que vi na minha vida. Estou a falar a sério. Mesmo, mesmo. Têm que ver o filme. Nem consigo falar dele.

P.S.: Fui com o camarada dias, mas ele já o tinha visto.

quinta-feira, março 03, 2005

Já agora, não percam os próximos

Cinema Ávila, em Março, por 2,5€: os melhores de 2004, segundo a crítica.


WANDA
20 (DOM) 21 (SEG)
De Barbara Loden


2046
22 (TER) 23 (QUA)
De Wong Kar Wai


A VILA
24 (QUI) 25 (SEX) 26 (SÁB)
De M. Night Shyamalan


OS SUPER-HERÓIS - VO
27 (DOM) 28 (SEG)
De Brad Bird


O REGRESSO
29 (TER) 30 (QUA)
De Andrei Zvyagintsev


HORÁRIO
14H30 / 17H00 / 19H30 / 22H00
Excepto quando assinalado

Ah, é verdade!

Na terça fui ver este de novo, ao Ávila, com a grande vantagem de desta feita ter pago apenas 2,5€.

Ontem foi este

Se isto continua assim, tenho mesmo que tirar o King Card.

Se quiserem sair de uma sala de cinema com aquela sensação de quem acabou de receber um soco no estômago, é este o filme a ver.
Mas é muito, muito bom.

quarta-feira, março 02, 2005

Come Together

Here come old flattop he come grooving up slowly
He got joo-joo eyeball he one holy roller
He got hair down to his knee
Got to be a joker he just do what he please

He wear no shoeshine he got toe-jam football
He got monkey finger he shoot coca-cola
He say "I know you, you know me"
One thing I can tell you is you got to be free

Come together right now over me

He bag production he got walrus gumboot
He got Ono sideboard he one spinal cracker
He got feet down below his knee
Hold you in his armchair you can feel his disease

Come together right now over me

He roller-coaster he got early warning
He got muddy water he one mojo filter
He say "One and one and one is three"
Got to be good-looking 'cause he's so hard to see

Come together right now over me

The Beatles

terça-feira, março 01, 2005

O Fim de Semana

Só para dizer que no Domingo fui jantar a casa da Sangria, e o Loff também estava lá.
Foi um serão engraçado, onde ouvimos Monthy Pyton - The Meaning of Life -, e recordámos ("recordar é viver") o grande Quarteto 1111 no geral, José Cid e Tó Zé Brito no particular; o som futurista, e um pouco pós-moderno, dos Mini Stars e Onda Choc (afinal, qual deles era melhor?); e variadíssimos êxitos que ouvimos na nossa juventude.
Foi um regresso ao passado, num casa antiga, onde o meu pai chegou a estar com o pai da Sangria, embora duvide que tenham discutido a falácia José Cid - de um dos expoentes mundiais de rock progressivo até um dos expoentes universais de como fazer figuras tristes em qualquer lado.
Foi fixolas.

Antes do jantar fui com a minha mais que tudo ver o Sideways, e que bom filme que é. É impressionante a capacidade de Paul Giamatti em transformar momentos que se julgam de felicidade, em melancolias intermináveis.
Chateou-me o facto de muita gente que vai ao cinema não conseguir, depois, separá-las, e rir-se de momentos de grande intensidade dramática (que o filme também tem).
Tirei a barriga de misérias: já não ia ao cinema há muito tempo, e fui no sábado ver o Relatório Kinsey. Também é muito bom, e lembra-me porque é que odeio tanto os puritanismos americanos. Será que eles sabem que se não fizessem tanto tabu à volta do sexo, provavelmente não teriam os problemas que têm? Foi o mesmo com a Lei Seca, e viu-se no que deu...



quarta-feira, fevereiro 23, 2005

18 anos, já?

Obrigado pela lembrança, camarada Manuel.

Gastão era perfeito

Gastão era perfeito
Conduzido por seu dono
Em sanolências afeito
Às picadas dos mosquitos

Era Gastão milionário
Vivia em tapetes raros
Se lhe viravam as costas
Chamava logo a polícia

Em crises de malquerência
Vinha-lhe o gosto pela soda
Mas ninguém se abespinhava
Que enviuvasse às ocultas

Nem Gastão se apercebia
De quanto a vida o prendara
Entre estiletes de prata
E colchas de seda fina

Gastão era deste jeito
Fazia provas reais
Gastão era um parapeito
De Papas e Cardeais

Vinha-lhe só por fastio
Nos tiquetaques da vida
Um solene desfastio
Pela mãe que era entrevada

Mandava bombons recados
Por mensageiros aflitos
Não fora Gastão dos fracos
E já seria ministro

Conheci-o em Alverca
Num bidon de gasolina
Tinha um pneu às avessas
Mas de asma é que sofria

Nos solestícios de Junho
A quem o quisesse ouvir
Dizia que era sobrinho
Do Fernão Peres de Trava

Querem saber de Gastão?
Vão ao Palácio da Pena
Usa agora capachinho
E gosta de codornizes

Tem um sinal que o indica
Como o mais forte Doutor
Espeta o dedo no queixo
E diz que é Nosso Senhor


Caro Zeca, não leves a mal aquilo em que este país se tornou!

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Será...

que é verdade o que me contam?

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Não tenho tempo

Mas gostei do baile da esquerda.

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

As cedilhas nos C's

Sujeitos há que se querem manter no poder a todo o custo, mesmo acenando com promessas infâmes, e ideias torpes.
A Seita é, e cito um dos mais iminentes estudiosos na matéria Miguel Bordalo Dias: "Uma seita anti-Shumaker". Querer transformá-la num movimento catalisador de ódios a vários cromos da sociedade é distorcer a sua génese. Gouchas, Marco Paulos, e outros do mesmo jaez, nada têm a haver com o inimigo comum.
A Seita não pode perder a sua mística, e o seu labor não se pode perder em promessas eleitoralistas.
Caro opositor, se quer agir contra todos os referidos, crie uma outra Seita que não esta. Deixe-a para quem de facto a quer prosseguir!
E não deixa de ser curioso esse apelo à falta de Democracia, a um Estado Ditatorial de finos recortes Estado-Novistas, para atrair pessoas à sua causa, numa altura em que se disputam eleições quase tão importantes como a nossa. Eu quero discussões de acertos directivos onde se discuta qual a melhor filosofia de ataque a M.S..
Mais, e os bolinhos? Só fala no café, e, muito ao de leve, no almoço. Eu proponho lanches completos, à volta da mesa, e atrevo-me ainda a convidar opositores para conhecer a magnífica obra que me proponho criar.

As politiquices têm que acabar, para o M.E.R.D.A.S. desabrochar.

18/02/2005,
Eu

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

A Candidatura

Programa de Objectivos

11 pontos para mudar a Seita


1- Criar uma Comissão de Apoio à institucionalização do ódio a M.S. (como qualquer bom inimigo, nunca dizer o nome do alvo a abater);

2- Criada a C.A., eleger os órgãos dirigentes que me acompanharão na mui nobre e sempre sagaz tarefa de eliminar a auto-estima de M.S., e seus sequazes;

3- Eleitos os órgãos, definir estratégias e ambições que permitam à C.A. desenvolver o seu trabalho, e, se possível, abarcar maiores áreas da sociedade civil no ódio primário a M.S.;

4- Pausa para café, sprites (aqui, e só aqui, podemos convidar o Miguel), chá, bolinhos, e salgadinhos no geral;

5- Brinde ao Glorioso e sempre Sereno Líder, Eu;

6- Troca de impressões sobre o Governo, Sociedade, e jogo do último fim-de-semana;

7- Lembrar o propósito da criação da Seita, doravante designada: Movimento Energético Radical para Desenvolvimento de Ataques a Schumacher;

8- Estabelecer com os Membros e Órgãos Dirigentes a frequência de insultos selvagens a M.S.;

9- Gozar um bocado com a situação;

10- Esperar até ao fim do ano para festejar com o Miguel a vitória de M.S. no Mundial, e insultá-lo mais um bocadinho;

11- Beber sprites.

17/02/2005,
Eu

Vamos mudar o M.E.R.D.A.S., está ao nosso alcance!

O jogo de ontem

Não vejam isto como mais uma crónica ressabiada.

É impressão minha, ou há um complot internacional para lixar os clubes portugueses nas competições euroeias? Não é sempre, é verdade, mas de vez em quando lá vem ao de cima, e é vê-los a esquecerem-se dos penaltis, marcarem foras-de-jogo que não existem, and so on, and so on...
Não, do vermelho ao Custódio não falo, porque até foi merecido.

Mas vamos passar, C*R*L*O!!! *1

*1- a minha homenagem ao João Tomás *2

*2- quando disse, depois de um Guimarães-Benfica: "provámos que somos campeões, c*r*l*o!" aos microfones da TSF.

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Ain't no sunshine when she's gone

Ain't no sunshine when she's gone
It's not warm when she's away
Ain't no sunshine when she's gone
And she's always gone to long
Anytime she goes away

Wonder this time where she's gone
wonder if she's gone to stay
Ain't no sunshine when she's gone
And this house just ain't no home
Anytime she goes away

I know
Gotta leave the young thing alone
There ain't no sunshine when she's gone

Ain't no sunshine when she's gone
Only darkness every day
Ain't no sunshine when she's gone
And this house just ain't no home
Anytime she goes away


Bill Withers

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Estou feliz:

regressaram os Tempos de Antena.
O momento alto do dia de ontem vai todinho para um partido só, o
CDS-PP
Ora não é que Nobre Guedes, o melhor Ministro do Ambiente em Portugal desde os outros todos, o homem que não tomou decisões (limitou-se a encerrar as pastas que já vinham dos antecessores - acreditem, eu conheço gente no meio) disse (e eu ouvi, e os meus pais também): "Aprovámos as alterações climatéricas.*"?
ORA PORRA!!! A culpa de não chover então é deles.
Bem me parecia que não devíamos votar nos gajos...

*corrigi ambientais por climatéricas, porque foi isto mesmo que ele disse. Tinha-me enganado!

sexta-feira, fevereiro 04, 2005

Ajudem

No fim de contas aprovaram a lapidação de Amina
O tribunal Supremo da Nigéria ratificou a sentença de morte por lapidação de AMINA; adiando apenas a lapidação por dois meses para lhe permitir a amamentação da criança .Terminado este tempo, enterrá-la-ão até ao pescoço e matá-la-ão à pedrada, a não ser que uma avalanche de protestos consiga dissuadir as autoridades nigerianas.
Amnesty International pede o teu apoio através da tua assinatura nas suas páginas web. Mediante uma campanha como esta, salvou-se no passado uma outra mulher, Safiya, que estava na mesma situação. Parece que para AMINA receberam pouquíssimas assinaturas. Contacta imediatamente: http://www.es.amnesty.org/nigeria/index2.php. Não penses que não serve para nada. Salvou a vida de Safiya!
Faz circular esta mensagem entre as pessoas sensíveis a esta horrível ameaça de morte.
Fá-lo imediatamente. Eu já o fiz.

A (minha) análise

Cá para mim Sócrates ontem fez um favor a Portugal, enfiando Santana num bolso.
Não que tenha sido muito superior, mas conseguiu pelo menos demonstrar que é (ou parece) mais credível que Santana Lopes.
Enquanto o candidato do PS se manteve calmo durante quase todo o debate (exceptuando-se um dos mais brilhantes momentos televisivos que já vi: Sócrates a revirar os olhos e a dizer "meu deus, pá!" depois de mais uma mentira de Santana - e não foram poucas), já PSL esbracejou, interrompeu, não parava quieto; estava nervoso.
Sócrates apelou brilhentemente aos indecisos, exasperando Santana, quando lhe disse que "o PSD está irreconhecível", e ainda à esquerda quando disse que "um socialista não pode ver uma pessoa na miséria e virar a cara".
Depois veio a teoria da noite, por Santana: pôr o idosos em estágios profissionais. Quando Sócrates chamou a atenção para isso, Santana o-homem-que-sabe-se-lá-porquê-nunca-assume-os-erros Lopes ainda lhe pergunta: "porque não?".
Quanto à co-incineração, lamento informar, mas estou com o Sócrates; sempre estive, e até mais ver estarei. Portanto aí ganhou.
Desemprego: será preciso comentar a prestação de Santana?
Em economia e finanças andaram ela por ela, e sinceramente fiquei sem saber quais são os planos deles quanto a isso.
Quero apenas acrescentar o facto de Santana ter mentido em várias partes do seu discurso, nomeadamente (e aqui foi gritante) quando disse que Sócrates agora apoiava a intervenção no Iraque.

Faça-se ainda um comentário a um comentador.
Carlos Magno, não sei se o viram na "A2" (palavras dele), limitou-se a contar palavras, e pela análise que fez, pouco mais viu.

E AGORA UM PASSATEMPO:
Ofereço um chocolate a quem adivinhar quem disse: "Santana venceu claramente o debate, ainda que não tenha esmagado Sócrates".

Mais informações, e o acompanhamento minuto a minuto, ver no Pastelinho, trabalho de Miguel Dias.


quinta-feira, janeiro 27, 2005

Arrependi-me a tempo

Ia escrever aqui uma crítica ressabiada ao jogo de ontem, mas achei melhor não. Primeiro, porque o comentário ia redundar na vitória moral (e eu odeio essas coisas); segundo, porque ia rebaixar-me à boçalidade, e não quero levar o blOgre por esse caminho.
Digamos que aquela espécie de lateral direito mal-enjorcado (a raiva a vir ao de cima) ia ser tratado de bicha para cima, e o gajo de jersey amarelo (será que me consigo controlar até ao fim?) de gatuno para baixo.
Enfim, o Sporting mereceu mais ganhar, mas como não via o Benfica (com os seus jerseys acetinados *1) a jogar tão bem há muito tempo (pelo menos com equipas boas *2) nem fez assim tanta mossa. Se o último gol(ã)o do Benfica não fosse do pentelhote (*3), ficava mais bem disposto, mas que se há de fazer?

*1- é verdade, só ontem é que reparei que os jerseys do Benfica parecem aqueles lençóis dos filmes da Playboy.
*2- o Inter não conta, porque é uma equipa boa, mas não ganha nada.
*3- pentelhote é maneira carinhosa que alguns comunas e esquerdalhos no geral de Chaves (como eu *4) têm por hábito chamar aos pentelhotes de Vila Real.
*4- sim, sou esquerdalho no geral, e trago Chaves no coração (é a minha maior falha, não ter nascido lá).

Seja bem vinda

Cá está o grande regresso da minha querida amiga Maf ao seu rincão.
Vê lá se não nos deixas outra vez pendurados durante tanto tempo.

segunda-feira, janeiro 17, 2005

Uma música bonita, num dia que até mais ver não o está a ser

Ne me quitte pas

Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit deja
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
A savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
A coups de pourquoi
Le coeur du bonheur
Ne me quitte pas


Moi je t'offrirai
Des perles de pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'apres ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas


Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants là
Qui ont vu deux fois
Leurs coeurs s'embraser
Je te racont'rai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas

On a vu souvent
Rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas
Ne me quitte pas


Ne me quitte pas
Je ne vais plus pleurer
Je ne vais plus parler
Je me cacherai là
À te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas

quinta-feira, janeiro 13, 2005

quarta-feira, janeiro 12, 2005

Chelsea - Man Utd, 3 min. da 2ª parte

ORA PORRA! O Gabriel Alves já bate palmas sozinho aos jogadores!
Foram só duas, é certo, e tímidas, mas estavam lá.

domingo, janeiro 09, 2005

Villefranche


Posted by Hello


ruas... Posted by Hello

sábado, janeiro 01, 2005

2005

Desejo a todos um ano bué da fixe, como diz a malta nova.

quarta-feira, dezembro 29, 2004

Para alguém que não vem cá muito

Amo-te...
E imaginação p’ra to dizer?



01.02.2001

segunda-feira, dezembro 27, 2004

Os amantes sem dinheiro

Tinham o rosto aberto a quem passava.
Tinham lendas e mitos
e frio no coração.
Tinham jardins onde a lua passeava
de mãos dadas com a água
e um anjo de pedra por irmão.


Tinham como toda a gente
o milagre de cada dia
escorrendo pelos telhados;
e olhos de oiro
onde ardiam
os sonhos mais tresmalhados.


Tinham fome e sede como os bichos,
e silêncio
à roda dos seus passos.
Mas a cada gesto que faziam
um pássaro nascia dos seus dedos
e deslumbrado penetrava nos espaços.


Eugénio de Andrade

quarta-feira, dezembro 22, 2004

Uma música que me transmite alegria, num dia que nem por isso

Morning has broken, like the first morning
Blackbird has spoken, like the first bird
Praise for the singing, praise for the morning
Praise for the springing fresh from the world

Sweet the rain's new fall, sunlit from heaven
Like the first dewfall, on the first grass
Praise for the sweetness of the wet garden
Sprung in completeness where his feet pass

Mine is the sunlight, mine is the morning
Born of the one light, eden saw play
Praise with elation, praise every morning
God's recreation of the new day


Cat Stevens

terça-feira, dezembro 21, 2004

pois é...

os meus colegas e amigos estão quase todos de férias, e eu aqui...


...


sozinho...


...



Quem foi o filho da mãe que inventou os empregos?

domingo, dezembro 19, 2004

Até tu, meu filho Brutus?

"Tenho as costas cheias de cicatrizes das facadas que levei", diz a criança, que além de levar porrada de meia-noite enquanto estava na incubadora, afinal ainda foi esfaqueada.

Meu amigo Lopes, o Santana, foi assim que César, o Júlio, entrou para a História.

sexta-feira, dezembro 17, 2004

Não sei de nada

Ah pois é!
Não me desapontes maninha.

sexta-feira, dezembro 10, 2004

Desbanda

Se puderem, vejam o cartoon de hoje d'oInimigoPúblico. é uma conversa entre P. Santana lopes e Jorge Sampaio.

"Por 3 vezes perguntei ao Presidente da República se me iria demitir."

PSL: Não me vai demitir, pois não?
JS: Pá, resolvi dissolver a Assembleia!

PSL: Tá bem, mas não me vai demitir, pois não?
JS: Vou é dissolver a Assembleia...

PSL: Volto a perguntar se não me vai demitir...
JS: Não... vou apenas dissolver a Assembleia...

quinta-feira, dezembro 09, 2004

Pela segunda vez no blOgre...*

o insulto, a calúnia, a piada de mau gosto frontal, assumida, e essas coisas assim!
Está cientificamente provado que as drogas, além de darem cabo do nosso corpo enquanto as consumimos, lixam-nos as capacidades mentais para o resto da vida.

*A primeira vez foi aqui.

segunda-feira, dezembro 06, 2004

Promoção

Dois posts de seguida sobre futebol é estranho, mas tenho a atenuante de este ser sobre um clube.
Sobre o meu clube.
E sobre as magníficas promoções que se vêem por esse país fora na época natalícia.
E tudo no mesmo saco.
Cá vamos: o meu clube, o grande Sporting Club de Portugal, tem uma promoção magnífica. A saber: elaboraram uma lista de prendas de Natal, e - reparem bem - oferecem o embrulho! assim, com ponto de exclamação e tudo!
Para quem não acredita, é verdade!


sábado, dezembro 04, 2004

Afinal, o futebol português é mesmo coisa de homem

António Araújo, empresário, arguido no caso "apito dourado" (nome um bocado gay, assuma-se), está impedido de falar com Pinto da Costa, com o árbitro Augusto Duarte, e, saliente-se, de frequentar bares da alterne.
Está tudo dito quanto ao futebol português. Decide-se tudo em bares de putas.

sexta-feira, dezembro 03, 2004

Ternura

Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem
fatalidade o olhar extático da aurora.


Vinícius de Moraes, Novos Poemas

Nick Drake

Comprem, saquem, façam o que vos apetecer mas arranjem esta música. É do mais genial que eu conheço.

Pink Moon

I saw it written and I saw it said
Pink moon is on its way.
None of you stand so tall,
Pink moon gonna get ye all
and it's a pink moon,
Yeah, pink moon.
Pink, pink, pink, pink, pink moon.
Pink, pink, pink, pink, pink moon.

quinta-feira, dezembro 02, 2004

Todos juntos

a fingir que acreditamos.

Alegria contida

O ogre, exfusiante de alegria, quis vir aqui postar qualquer coisa bonita, engraçada, bela como todos vós que lêem este vosso blog, sobre os acontecimentos recentes.
O facto de Jorge Sampaio ter caído em si, e de o Governo ir cair sei lá onde, é, como todos sabem, para mim, uma boa notícia.
Acontece que estou aqui a escrever sem muito entusiasmo... ora porquê? PORQUE A MINHA INTERNET ANDA UMA MERDA E SÓ CONSEGUI VIR CÁ AGORA!!!!
De qualquer maneira camarada Sampaio, não votei em ti (como aliás é público), mas fica aqui aquele abraço, com a amizade de alguém que não conheces.

quarta-feira, novembro 24, 2004

Posso ser Primeiro-Ministro

Sim, porque eu... eu cá leio os jornais todinhos, todinhos em pouco mais de 10 minutos... aí 11, digamos... 12 vá!...

quinta-feira, novembro 18, 2004

Ele quando quer é esperto

O meu pai contou-me uma história engraçada, passada na Quadratura do Círculo.
Ora cá vai:
O Lobo Xavier, visivelmente agastado, perguntou ao Pacheco Pereira se alguma vez viu, num país europeu, um partido pertencente a uma coligação criticar preferentemente o outro partido que com ele faz Governo, no seu Congresso.
A resposta, sagaz, não se fez esperar:
E o Lobo Xavier, alguma vez viu um país europeu ser governado por duas pessoas como o Santana Lopes e o Paulo Portas?
E o pobre senhor não disse nada, não foi capaz de responder.
Aquele partido, às vezes, parte-me de riso.

Mais um

Junto-me (ainda que tardiamente) à iniciativa do Tugir e do Estaleiro, mas cá vai disto:
Enviem ao Primeiro-Ministro, ou ao Ministro-Adjunto a seguinte carta:

Senhor Primeiro-Ministro.
Estando perfeitamente elucidado sobre o Orçamento de Estado para 2005 e sabendo que V.Ex.ª. tenciona enviar-me uma carta em que dará esclarecimentos de que prescindo, solicito que se abstenha do respectivo expediente e faça entrega do montante respectivo a uma CERCI à escolha de Vossa Excelência.
Respeitosamente
Ass

quinta-feira, novembro 11, 2004

Yasser Arafat

Morreu o último herói romântico, um homem que lutou por aquilo que acreditava estar certo, a última (oxalá me engane) grande esperança de paz para o Médio Oriente.





post scriptum: e o blOgre a vê-los passar...

quinta-feira, novembro 04, 2004

O Dylan, como sempre, é que sabe

Political World

We live in a political world,
Love don't have any place.
We're living in times where men commit crimes,
And crime don't have a face.

We live in a political world,
Icicles hanging down,
Wedding bells ring and angels sing,
clouds cover up the ground.

We live in a political world,
Wisdom is thrown into jail,
It rots in a cell, is misguided as hell,
Leaving no one to pick up a trail.

We live in a political world
Where mercy walks the plank,
Life is in mirrors, death disappears
Up the steps into the nearest bank.

We live in a political world
Where courage is a thing of the past,
Houses are haunted, children are unwanted,
The next day could be your last.

We live in a political world,
The one we can see and can feel,
But there's no one to check, it's all a stacked deck,
We all know for sure that it's real.

We live in a political world,
In the cities of lonesome fear,
Little by little you turn in the middle
But you're never sure why you're here.

We live in a political world,
Under the microscope,
You can travel anywhere and hang yourself there,
You always got more than enough rope.

We live in a political world,
Turning and a-thrashing about,
As soon as you're awake, you're trained to take,
What looks like the easy way out.

We live in a political world,
Where peace is not welcome at all,
It's turned away from the door to wander some more,
Or put up against the wall.

We live in a political world,
Everything is hers or his,
Climb into the frame and shout God's name,
But you're never sure what it is.

Bob Dylan

quarta-feira, novembro 03, 2004

Esporádico

Arranjei tempo (e vontade, confesso) para vir aqui, e só tenho uma coisa a dizer: MERDA PARA O MUNDO!!!

Francisco Castor

quinta-feira, outubro 21, 2004

Ildo Lobo

Meus amigos, eu já tinha avisado.
Começo mesmo a ver o blOgre com outros olhos...

Esta música não me sai da cabeça desde ontem

La liberté est en voyage

Avec des plumes bleues
Des poissons dans son lit
Et le canard boiteux
Qui me tient compagnie
Avec un bout de zan
Deux mètres de ficelle
Un coup de ran plan plan
Un zeste de ma belle

Fermez vos grilles fermez vos cages
La liberté est en voyage

Sur l'aile des casquettes
Et des trains de banlieue
Le temps d'une risette
Où tu veux quand tu veux
Avec une musette
Un souffle de vin blanc
Avec l'escarpolette
Ah jetez-moi dedans

Fermez vos grilles fermez vos cages
La liberté est en voyage

Avec l'étouffe crasse
Le pauvre Harry Cow
L'inutile grandasse
Et ses cocoricos
Avec le corniflard
Les écrase-torchons
Les oncles grésillards
Et les petits Ducon

Fermez vos grilles fermez vos cages
La liberté est en voyage
Avec le pingouin mauve
Qui mange les méchants
Les penseurs aux yeux chauves
Les Ma Sœur bien pensant
Avec un crocodile
Oui berce les enfants
Avec indélébile
Qui marque jusqu'au sang

Fermez vos grilles fermez vos cages
La liberté est en voyage

Avec zouli zoulis
Tes profonds reindibus
Tes palmes lapidus
Et ton joli zizi
Avec ta flamme brune
Et la source au milieu
Avec je te prie Dieu
Et ta main dans ma hune

Fermez vos grilles fermez vos cages
La liberté est en voyage

Avec le beau le laid
Le droit et le tordu
Avec la soupe au lait
Et le rien ne va plus
Avec des Nom de Dieu
Avec des noms de fleurs
Et des prénoms de feu
Et des surnoms de cœur

Fermez vos grilles fermez vos cages
La liberté est en voyage

Jean Ferrat

Москва

Cheguei segunda-feira, mas ainda venho meio abananado.
Como não consigo pôr aqui fotografias (ora porra), vejam estas e percebam porquê.

terça-feira, setembro 28, 2004

Ando numa de poesia

Por quem foi que me trocaram
Quando estava a olhar pra ti?
Pousa a tua mão na minha
E, sem me olhares, sorri.

Sorri do teu pensamento
Porque eu só quero pensar
Que é de mim que ele está feito
E que o tens para mo dar.

Depois aperta-me a mão
E vira os olhos a mim...
Por quem foi que me trocaram
Quando estás a olhar-me assim?

Fernando Pessoa

quarta-feira, setembro 22, 2004

sexta-feira, setembro 10, 2004

A mulher que passa

Meu Deus, eu quero a mulher que passa.
Seu dorso frio é um campo de lírios
Tem sete cores nos seus cabelos
Sete esperanças na boca fresca!

Oh! como és linda, mulher que passas
Que me sacias e suplicias
Dentro das noites, dentro dos dias!

Teus sentimentos são poesia
Teus sofrimentos, melancolia.
Teus pêlos leves são relva boa
Fresca e macia.
Teus belos braços são cisnes mansos
Longe das vozes da ventania.

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!

Como te adoro, mulher que passas
Que vens e passas, que me sacias
Dentro das noites, dentro dos dias!
Por que me faltas, se te procuro?
Por que me odeias quando te juro
Que te perdia se me encontravas
E me encontrava se te perdias?

Por que não voltas, mulher que passas?
Por que não enches a minha vida?
Por que não voltas, mulher querida
Sempre perdida, nunca encontrada?
Por que não voltas à minha vida?
Para o que sofro não ser desgraça?

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Eu quero-a agora, sem mais demora
A minha amada mulher que passa!

No santo nome do teu martírio
Do teu martírio que nunca cessa
Meu Deus, eu quero, quero depressa
A minha amada mulher que passa!

Que fica e passa, que pacifica
Que é tanto pura como devassa
Que bóia leve como a cortiça
E tem raízes como a fumaça.

Vinícius de Moraes, Novos Poemas

Bella

Bella,
como en la piedra fresca
del manantial, el agua
abre un ancho relámpago de espuma,
así es la sonrisa en tu rostro,
bella.

Bella,
de finas manos y delgados pies
como un caballito de plata,
andando, flor del mundo,
así te veo,
bella.

Bella,
con un nido de cobre enmarañado
en tu cabeza, un nido
color de miel sombría
donde mi corazón arde y reposa,
bella.

Bella,
no te caben los ojos en la cara,
no te caben los ojos en la tierra.
Hay países, hay ríos
en tus ojos,
mi patria está en tus ojos,
yo camino por ellos,
ellos dan luz al mundo
por donde yo camino,
bella.

Bella,
tus senos son como dos panes hechos
de tierra cereal y luna de oro,
bella.

Bella,
tu cintura
la hizo mi brazo como un río cuando
pasó mil años por tu dulce cuerpo,
bella.

Bella,
no hay nada como tus caderas,
tal vez la tierra tiene
en algún sitio oculto
la curva y el aroma de tu cuerpo,
tal vez en algún sitio,
bella.

Bella, mi bella,
tu voz, tu piel, tus uñas
bella, mi bella,
tu ser, tu luz, tu sombra,
bella,
todo eso es mío, bella,
todo eso es mío, mía,
cuando andas o reposas,
cuando cantas o duermes,
cuando sufres o sueñas,
siempre,
cuando estás cerca o lejos,
siempre,
eres mía, mi bella,
siempre.

Pablo Neruda, Los Versos del Capitán

quinta-feira, setembro 09, 2004

Os meus 15 minutos

Voltando à mesma história, adoro acordar de manhã, com o primeiro despertador, e voltar a adormecer.
Esse espaço de tempo, entre um acordar e o outro, é o mais produtivo de todos. Nesses parcos minutos posso ser o que quero. São esses os sonhos de que me lembro melhor.
Por não ser um sonho profundo, vejo-os como se os estivesse a viver. Alguns (por sinal bastantes), até os consigo controlar.
Já tive sonhos que duraram dias inteiros nesses quinze minutos.
Já tive sonhos em que era o delfim da Atlântida, numa cidade fantástica, com grandes edifícios envidraçados, de cúpulas douradas, a saír da água e a olhar em direcção ao céu. Debaixo do mar, grandes cúpulas de vidro protegiam torres tétricas, feitas com traços de Gaudí (devo ter lido “A Cidade Que Não Existia” de Bilal nessa noite).
Já tive também sonhos em que, no meio de uma escura viela, debaixo de um único candeeiro de rua aceso, fui atacado pelo professor de ITI do 12º ano. A turma era dividida em duas para esta cadeira, e quem me atacou foi o professor da outra metade (?)!
Já estive a bordo de uma nave, minúscula, a voar pela minha casa, e a tentar fugir a um gato que não tenho.
Já corri, rua fora, para me aperceber que, dando passadas cada vez maiores, conseguia voar. E voei... Vi Lisboa, pelos meus olhos, sem uma janela de avião à minha frente. Corri o mundo a voar, e acordei muito bem disposto.
Acabo por aqui, apenas para explicar qua aqueles 15 minutos são do melhor qua há.
Levanto-me então, ainda a pensar no sonho; tomo banho a pensar em modos de continuar as aventuras recentemente vividas; como um pequeno almoço de rei, de vítima, ou semi-deus.
Saio à rua, para ir trabalhar, vejo a Estrada de Benfica em todo o seu esplendor, os autocarros e as mesmas caras de lutas diferentes, os mesmos rostos tristonhos que não acreditam num dia melhor, e sinto-me vazio.

sexta-feira, setembro 03, 2004

Matraquilhices

Estava eu a na minha habitual ronda pelos blogues favoritos... E eis senão quando (esta expressão apraz-me) leio isto: “Ao olhar-lhe para o rosto, para o cabelo penteado, para a camisa de riscas, para a gravata sóbria, ao sentir-lhe o cheiro enjoativo do perfume caro, ao lembrar-me do seu reluzente BMW azul escuro, percebi que aquele homem só podia gostar de música certinha, aborrecida como ele próprio. Música chata. Muito chata. Sei lá, qualquer coisa do tipo Dire Straits ou Pink Floyd.”
Como devem imaginar fiquei parvo. O estilo mete-nojo é-me conhecido: é o típico jurista que tinha notas boas na Faculdade, e por causa disso é o Rei do Mundo. Eu também os conheço, tenho aulas com eles.
Agora confundir essa espécie de avis rara com um admirador de Dire Straits e Pink Floyd, não posso deixar passar. E olha que até gosto de Ségio Godinho.
Música certinha? Qual deles? O único grupo que conseguiu vender discos de rock and roll (e uso esta expressão com toda a carga positiva que ela tem) numa altura em que quem vendia eram os que usavam calças à boca de sino e colarinhos grandes? Gostas de disco? Ou é certinho?
Ou o grupo que redifiniu a maneira de ver a música? Os impulsionadores do rock sinfónico? Conheces bem Pink Floyd? Porque é que dizes que é certinho? Porque é melodioso? Ou porque têm letras com sentido? Se não conheces bem, ouve músicas do início da banda. Ouve as músicas que o Syd Barrett fez.
Nem Dire Straits nem Pink Floyd são certinhos.
Quando ao facto de dizeres que têm música aborrecida e chata, é porque não deves conhecer bem. E quanto a isso não me pronuncio, senão ninguém me cala.
Não leves isto como um ataque pessoal, o Sérgio Godinho está para ti como os Dire Straits e Pink Floyd estão para mim.
Além disso: exceptuando Los Hermanos que não conheço, e Caetano Veloso que não vou mesmo à bola com ele, gosto de tudo o que tens aí. Mesmo.

P.S.: Já vi muitos tipos desses na fnac, e tenho uma coisa dizer-te: o que eles gostam é Manowar (não sei se é assim que se escreve isto), Megadeth, AC/DC, and so on, and so on...

quarta-feira, setembro 01, 2004

Soneto da Fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure

Estoril - Portugal, 10.1939
Vinícius de Moraes, Poemas, sonetos e baladas