domingo, março 06, 2005

Eternal Sunshine of the Spotless Mind



Sem dúvida, um dos melhores filmes que vi na minha vida. Estou a falar a sério. Mesmo, mesmo. Têm que ver o filme. Nem consigo falar dele.

P.S.: Fui com o camarada dias, mas ele já o tinha visto.

quinta-feira, março 03, 2005

Já agora, não percam os próximos

Cinema Ávila, em Março, por 2,5€: os melhores de 2004, segundo a crítica.


WANDA
20 (DOM) 21 (SEG)
De Barbara Loden


2046
22 (TER) 23 (QUA)
De Wong Kar Wai


A VILA
24 (QUI) 25 (SEX) 26 (SÁB)
De M. Night Shyamalan


OS SUPER-HERÓIS - VO
27 (DOM) 28 (SEG)
De Brad Bird


O REGRESSO
29 (TER) 30 (QUA)
De Andrei Zvyagintsev


HORÁRIO
14H30 / 17H00 / 19H30 / 22H00
Excepto quando assinalado

Ah, é verdade!

Na terça fui ver este de novo, ao Ávila, com a grande vantagem de desta feita ter pago apenas 2,5€.

Ontem foi este

Se isto continua assim, tenho mesmo que tirar o King Card.

Se quiserem sair de uma sala de cinema com aquela sensação de quem acabou de receber um soco no estômago, é este o filme a ver.
Mas é muito, muito bom.

quarta-feira, março 02, 2005

Come Together

Here come old flattop he come grooving up slowly
He got joo-joo eyeball he one holy roller
He got hair down to his knee
Got to be a joker he just do what he please

He wear no shoeshine he got toe-jam football
He got monkey finger he shoot coca-cola
He say "I know you, you know me"
One thing I can tell you is you got to be free

Come together right now over me

He bag production he got walrus gumboot
He got Ono sideboard he one spinal cracker
He got feet down below his knee
Hold you in his armchair you can feel his disease

Come together right now over me

He roller-coaster he got early warning
He got muddy water he one mojo filter
He say "One and one and one is three"
Got to be good-looking 'cause he's so hard to see

Come together right now over me

The Beatles

terça-feira, março 01, 2005

O Fim de Semana

Só para dizer que no Domingo fui jantar a casa da Sangria, e o Loff também estava lá.
Foi um serão engraçado, onde ouvimos Monthy Pyton - The Meaning of Life -, e recordámos ("recordar é viver") o grande Quarteto 1111 no geral, José Cid e Tó Zé Brito no particular; o som futurista, e um pouco pós-moderno, dos Mini Stars e Onda Choc (afinal, qual deles era melhor?); e variadíssimos êxitos que ouvimos na nossa juventude.
Foi um regresso ao passado, num casa antiga, onde o meu pai chegou a estar com o pai da Sangria, embora duvide que tenham discutido a falácia José Cid - de um dos expoentes mundiais de rock progressivo até um dos expoentes universais de como fazer figuras tristes em qualquer lado.
Foi fixolas.

Antes do jantar fui com a minha mais que tudo ver o Sideways, e que bom filme que é. É impressionante a capacidade de Paul Giamatti em transformar momentos que se julgam de felicidade, em melancolias intermináveis.
Chateou-me o facto de muita gente que vai ao cinema não conseguir, depois, separá-las, e rir-se de momentos de grande intensidade dramática (que o filme também tem).
Tirei a barriga de misérias: já não ia ao cinema há muito tempo, e fui no sábado ver o Relatório Kinsey. Também é muito bom, e lembra-me porque é que odeio tanto os puritanismos americanos. Será que eles sabem que se não fizessem tanto tabu à volta do sexo, provavelmente não teriam os problemas que têm? Foi o mesmo com a Lei Seca, e viu-se no que deu...



quarta-feira, fevereiro 23, 2005

18 anos, já?

Obrigado pela lembrança, camarada Manuel.

Gastão era perfeito

Gastão era perfeito
Conduzido por seu dono
Em sanolências afeito
Às picadas dos mosquitos

Era Gastão milionário
Vivia em tapetes raros
Se lhe viravam as costas
Chamava logo a polícia

Em crises de malquerência
Vinha-lhe o gosto pela soda
Mas ninguém se abespinhava
Que enviuvasse às ocultas

Nem Gastão se apercebia
De quanto a vida o prendara
Entre estiletes de prata
E colchas de seda fina

Gastão era deste jeito
Fazia provas reais
Gastão era um parapeito
De Papas e Cardeais

Vinha-lhe só por fastio
Nos tiquetaques da vida
Um solene desfastio
Pela mãe que era entrevada

Mandava bombons recados
Por mensageiros aflitos
Não fora Gastão dos fracos
E já seria ministro

Conheci-o em Alverca
Num bidon de gasolina
Tinha um pneu às avessas
Mas de asma é que sofria

Nos solestícios de Junho
A quem o quisesse ouvir
Dizia que era sobrinho
Do Fernão Peres de Trava

Querem saber de Gastão?
Vão ao Palácio da Pena
Usa agora capachinho
E gosta de codornizes

Tem um sinal que o indica
Como o mais forte Doutor
Espeta o dedo no queixo
E diz que é Nosso Senhor


Caro Zeca, não leves a mal aquilo em que este país se tornou!

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Será...

que é verdade o que me contam?

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Não tenho tempo

Mas gostei do baile da esquerda.

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

As cedilhas nos C's

Sujeitos há que se querem manter no poder a todo o custo, mesmo acenando com promessas infâmes, e ideias torpes.
A Seita é, e cito um dos mais iminentes estudiosos na matéria Miguel Bordalo Dias: "Uma seita anti-Shumaker". Querer transformá-la num movimento catalisador de ódios a vários cromos da sociedade é distorcer a sua génese. Gouchas, Marco Paulos, e outros do mesmo jaez, nada têm a haver com o inimigo comum.
A Seita não pode perder a sua mística, e o seu labor não se pode perder em promessas eleitoralistas.
Caro opositor, se quer agir contra todos os referidos, crie uma outra Seita que não esta. Deixe-a para quem de facto a quer prosseguir!
E não deixa de ser curioso esse apelo à falta de Democracia, a um Estado Ditatorial de finos recortes Estado-Novistas, para atrair pessoas à sua causa, numa altura em que se disputam eleições quase tão importantes como a nossa. Eu quero discussões de acertos directivos onde se discuta qual a melhor filosofia de ataque a M.S..
Mais, e os bolinhos? Só fala no café, e, muito ao de leve, no almoço. Eu proponho lanches completos, à volta da mesa, e atrevo-me ainda a convidar opositores para conhecer a magnífica obra que me proponho criar.

As politiquices têm que acabar, para o M.E.R.D.A.S. desabrochar.

18/02/2005,
Eu

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

A Candidatura

Programa de Objectivos

11 pontos para mudar a Seita


1- Criar uma Comissão de Apoio à institucionalização do ódio a M.S. (como qualquer bom inimigo, nunca dizer o nome do alvo a abater);

2- Criada a C.A., eleger os órgãos dirigentes que me acompanharão na mui nobre e sempre sagaz tarefa de eliminar a auto-estima de M.S., e seus sequazes;

3- Eleitos os órgãos, definir estratégias e ambições que permitam à C.A. desenvolver o seu trabalho, e, se possível, abarcar maiores áreas da sociedade civil no ódio primário a M.S.;

4- Pausa para café, sprites (aqui, e só aqui, podemos convidar o Miguel), chá, bolinhos, e salgadinhos no geral;

5- Brinde ao Glorioso e sempre Sereno Líder, Eu;

6- Troca de impressões sobre o Governo, Sociedade, e jogo do último fim-de-semana;

7- Lembrar o propósito da criação da Seita, doravante designada: Movimento Energético Radical para Desenvolvimento de Ataques a Schumacher;

8- Estabelecer com os Membros e Órgãos Dirigentes a frequência de insultos selvagens a M.S.;

9- Gozar um bocado com a situação;

10- Esperar até ao fim do ano para festejar com o Miguel a vitória de M.S. no Mundial, e insultá-lo mais um bocadinho;

11- Beber sprites.

17/02/2005,
Eu

Vamos mudar o M.E.R.D.A.S., está ao nosso alcance!

O jogo de ontem

Não vejam isto como mais uma crónica ressabiada.

É impressão minha, ou há um complot internacional para lixar os clubes portugueses nas competições euroeias? Não é sempre, é verdade, mas de vez em quando lá vem ao de cima, e é vê-los a esquecerem-se dos penaltis, marcarem foras-de-jogo que não existem, and so on, and so on...
Não, do vermelho ao Custódio não falo, porque até foi merecido.

Mas vamos passar, C*R*L*O!!! *1

*1- a minha homenagem ao João Tomás *2

*2- quando disse, depois de um Guimarães-Benfica: "provámos que somos campeões, c*r*l*o!" aos microfones da TSF.

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Ain't no sunshine when she's gone

Ain't no sunshine when she's gone
It's not warm when she's away
Ain't no sunshine when she's gone
And she's always gone to long
Anytime she goes away

Wonder this time where she's gone
wonder if she's gone to stay
Ain't no sunshine when she's gone
And this house just ain't no home
Anytime she goes away

I know
Gotta leave the young thing alone
There ain't no sunshine when she's gone

Ain't no sunshine when she's gone
Only darkness every day
Ain't no sunshine when she's gone
And this house just ain't no home
Anytime she goes away


Bill Withers

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Estou feliz:

regressaram os Tempos de Antena.
O momento alto do dia de ontem vai todinho para um partido só, o
CDS-PP
Ora não é que Nobre Guedes, o melhor Ministro do Ambiente em Portugal desde os outros todos, o homem que não tomou decisões (limitou-se a encerrar as pastas que já vinham dos antecessores - acreditem, eu conheço gente no meio) disse (e eu ouvi, e os meus pais também): "Aprovámos as alterações climatéricas.*"?
ORA PORRA!!! A culpa de não chover então é deles.
Bem me parecia que não devíamos votar nos gajos...

*corrigi ambientais por climatéricas, porque foi isto mesmo que ele disse. Tinha-me enganado!

sexta-feira, fevereiro 04, 2005

Ajudem

No fim de contas aprovaram a lapidação de Amina
O tribunal Supremo da Nigéria ratificou a sentença de morte por lapidação de AMINA; adiando apenas a lapidação por dois meses para lhe permitir a amamentação da criança .Terminado este tempo, enterrá-la-ão até ao pescoço e matá-la-ão à pedrada, a não ser que uma avalanche de protestos consiga dissuadir as autoridades nigerianas.
Amnesty International pede o teu apoio através da tua assinatura nas suas páginas web. Mediante uma campanha como esta, salvou-se no passado uma outra mulher, Safiya, que estava na mesma situação. Parece que para AMINA receberam pouquíssimas assinaturas. Contacta imediatamente: http://www.es.amnesty.org/nigeria/index2.php. Não penses que não serve para nada. Salvou a vida de Safiya!
Faz circular esta mensagem entre as pessoas sensíveis a esta horrível ameaça de morte.
Fá-lo imediatamente. Eu já o fiz.

A (minha) análise

Cá para mim Sócrates ontem fez um favor a Portugal, enfiando Santana num bolso.
Não que tenha sido muito superior, mas conseguiu pelo menos demonstrar que é (ou parece) mais credível que Santana Lopes.
Enquanto o candidato do PS se manteve calmo durante quase todo o debate (exceptuando-se um dos mais brilhantes momentos televisivos que já vi: Sócrates a revirar os olhos e a dizer "meu deus, pá!" depois de mais uma mentira de Santana - e não foram poucas), já PSL esbracejou, interrompeu, não parava quieto; estava nervoso.
Sócrates apelou brilhentemente aos indecisos, exasperando Santana, quando lhe disse que "o PSD está irreconhecível", e ainda à esquerda quando disse que "um socialista não pode ver uma pessoa na miséria e virar a cara".
Depois veio a teoria da noite, por Santana: pôr o idosos em estágios profissionais. Quando Sócrates chamou a atenção para isso, Santana o-homem-que-sabe-se-lá-porquê-nunca-assume-os-erros Lopes ainda lhe pergunta: "porque não?".
Quanto à co-incineração, lamento informar, mas estou com o Sócrates; sempre estive, e até mais ver estarei. Portanto aí ganhou.
Desemprego: será preciso comentar a prestação de Santana?
Em economia e finanças andaram ela por ela, e sinceramente fiquei sem saber quais são os planos deles quanto a isso.
Quero apenas acrescentar o facto de Santana ter mentido em várias partes do seu discurso, nomeadamente (e aqui foi gritante) quando disse que Sócrates agora apoiava a intervenção no Iraque.

Faça-se ainda um comentário a um comentador.
Carlos Magno, não sei se o viram na "A2" (palavras dele), limitou-se a contar palavras, e pela análise que fez, pouco mais viu.

E AGORA UM PASSATEMPO:
Ofereço um chocolate a quem adivinhar quem disse: "Santana venceu claramente o debate, ainda que não tenha esmagado Sócrates".

Mais informações, e o acompanhamento minuto a minuto, ver no Pastelinho, trabalho de Miguel Dias.


quinta-feira, janeiro 27, 2005

Arrependi-me a tempo

Ia escrever aqui uma crítica ressabiada ao jogo de ontem, mas achei melhor não. Primeiro, porque o comentário ia redundar na vitória moral (e eu odeio essas coisas); segundo, porque ia rebaixar-me à boçalidade, e não quero levar o blOgre por esse caminho.
Digamos que aquela espécie de lateral direito mal-enjorcado (a raiva a vir ao de cima) ia ser tratado de bicha para cima, e o gajo de jersey amarelo (será que me consigo controlar até ao fim?) de gatuno para baixo.
Enfim, o Sporting mereceu mais ganhar, mas como não via o Benfica (com os seus jerseys acetinados *1) a jogar tão bem há muito tempo (pelo menos com equipas boas *2) nem fez assim tanta mossa. Se o último gol(ã)o do Benfica não fosse do pentelhote (*3), ficava mais bem disposto, mas que se há de fazer?

*1- é verdade, só ontem é que reparei que os jerseys do Benfica parecem aqueles lençóis dos filmes da Playboy.
*2- o Inter não conta, porque é uma equipa boa, mas não ganha nada.
*3- pentelhote é maneira carinhosa que alguns comunas e esquerdalhos no geral de Chaves (como eu *4) têm por hábito chamar aos pentelhotes de Vila Real.
*4- sim, sou esquerdalho no geral, e trago Chaves no coração (é a minha maior falha, não ter nascido lá).

Seja bem vinda

Cá está o grande regresso da minha querida amiga Maf ao seu rincão.
Vê lá se não nos deixas outra vez pendurados durante tanto tempo.

segunda-feira, janeiro 17, 2005

Uma música bonita, num dia que até mais ver não o está a ser

Ne me quitte pas

Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit deja
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
A savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
A coups de pourquoi
Le coeur du bonheur
Ne me quitte pas


Moi je t'offrirai
Des perles de pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'apres ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas


Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants là
Qui ont vu deux fois
Leurs coeurs s'embraser
Je te racont'rai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas

On a vu souvent
Rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas
Ne me quitte pas


Ne me quitte pas
Je ne vais plus pleurer
Je ne vais plus parler
Je me cacherai là
À te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas

quinta-feira, janeiro 13, 2005