Amo-te...
E imaginação p’ra to dizer?
01.02.2001
quarta-feira, dezembro 29, 2004
segunda-feira, dezembro 27, 2004
Os amantes sem dinheiro
Tinham o rosto aberto a quem passava.
Tinham lendas e mitos
e frio no coração.
Tinham jardins onde a lua passeava
de mãos dadas com a água
e um anjo de pedra por irmão.
Tinham como toda a gente
o milagre de cada dia
escorrendo pelos telhados;
e olhos de oiro
onde ardiam
os sonhos mais tresmalhados.
Tinham fome e sede como os bichos,
e silêncio
à roda dos seus passos.
Mas a cada gesto que faziam
um pássaro nascia dos seus dedos
e deslumbrado penetrava nos espaços.
Eugénio de Andrade
Tinham lendas e mitos
e frio no coração.
Tinham jardins onde a lua passeava
de mãos dadas com a água
e um anjo de pedra por irmão.
Tinham como toda a gente
o milagre de cada dia
escorrendo pelos telhados;
e olhos de oiro
onde ardiam
os sonhos mais tresmalhados.
Tinham fome e sede como os bichos,
e silêncio
à roda dos seus passos.
Mas a cada gesto que faziam
um pássaro nascia dos seus dedos
e deslumbrado penetrava nos espaços.
Eugénio de Andrade
quarta-feira, dezembro 22, 2004
Uma música que me transmite alegria, num dia que nem por isso
Morning has broken, like the first morning
Blackbird has spoken, like the first bird
Praise for the singing, praise for the morning
Praise for the springing fresh from the world
Sweet the rain's new fall, sunlit from heaven
Like the first dewfall, on the first grass
Praise for the sweetness of the wet garden
Sprung in completeness where his feet pass
Mine is the sunlight, mine is the morning
Born of the one light, eden saw play
Praise with elation, praise every morning
God's recreation of the new day
Cat Stevens
Blackbird has spoken, like the first bird
Praise for the singing, praise for the morning
Praise for the springing fresh from the world
Sweet the rain's new fall, sunlit from heaven
Like the first dewfall, on the first grass
Praise for the sweetness of the wet garden
Sprung in completeness where his feet pass
Mine is the sunlight, mine is the morning
Born of the one light, eden saw play
Praise with elation, praise every morning
God's recreation of the new day
Cat Stevens
terça-feira, dezembro 21, 2004
domingo, dezembro 19, 2004
Até tu, meu filho Brutus?
"Tenho as costas cheias de cicatrizes das facadas que levei", diz a criança, que além de levar porrada de meia-noite enquanto estava na incubadora, afinal ainda foi esfaqueada.
Meu amigo Lopes, o Santana, foi assim que César, o Júlio, entrou para a História.
Meu amigo Lopes, o Santana, foi assim que César, o Júlio, entrou para a História.
sexta-feira, dezembro 17, 2004
sexta-feira, dezembro 10, 2004
Desbanda
Se puderem, vejam o cartoon de hoje d'oInimigoPúblico. é uma conversa entre P. Santana lopes e Jorge Sampaio.
"Por 3 vezes perguntei ao Presidente da República se me iria demitir."
PSL: Não me vai demitir, pois não?
JS: Pá, resolvi dissolver a Assembleia!
PSL: Tá bem, mas não me vai demitir, pois não?
JS: Vou é dissolver a Assembleia...
PSL: Volto a perguntar se não me vai demitir...
JS: Não... vou apenas dissolver a Assembleia...
"Por 3 vezes perguntei ao Presidente da República se me iria demitir."
PSL: Não me vai demitir, pois não?
JS: Pá, resolvi dissolver a Assembleia!
PSL: Tá bem, mas não me vai demitir, pois não?
JS: Vou é dissolver a Assembleia...
PSL: Volto a perguntar se não me vai demitir...
JS: Não... vou apenas dissolver a Assembleia...
quinta-feira, dezembro 09, 2004
Pela segunda vez no blOgre...*
o insulto, a calúnia, a piada de mau gosto frontal, assumida, e essas coisas assim!
Está cientificamente provado que as drogas, além de darem cabo do nosso corpo enquanto as consumimos, lixam-nos as capacidades mentais para o resto da vida.
*A primeira vez foi aqui.
Está cientificamente provado que as drogas, além de darem cabo do nosso corpo enquanto as consumimos, lixam-nos as capacidades mentais para o resto da vida.
*A primeira vez foi aqui.
segunda-feira, dezembro 06, 2004
Promoção
Dois posts de seguida sobre futebol é estranho, mas tenho a atenuante de este ser sobre um clube.
Sobre o meu clube.
E sobre as magníficas promoções que se vêem por esse país fora na época natalícia.
E tudo no mesmo saco.
Cá vamos: o meu clube, o grande Sporting Club de Portugal, tem uma promoção magnífica. A saber: elaboraram uma lista de prendas de Natal, e - reparem bem - oferecem o embrulho! assim, com ponto de exclamação e tudo!
Para quem não acredita, é verdade!
Sobre o meu clube.
E sobre as magníficas promoções que se vêem por esse país fora na época natalícia.
E tudo no mesmo saco.
Cá vamos: o meu clube, o grande Sporting Club de Portugal, tem uma promoção magnífica. A saber: elaboraram uma lista de prendas de Natal, e - reparem bem - oferecem o embrulho! assim, com ponto de exclamação e tudo!
Para quem não acredita, é verdade!
sábado, dezembro 04, 2004
Afinal, o futebol português é mesmo coisa de homem
António Araújo, empresário, arguido no caso "apito dourado" (nome um bocado gay, assuma-se), está impedido de falar com Pinto da Costa, com o árbitro Augusto Duarte, e, saliente-se, de frequentar bares da alterne.
Está tudo dito quanto ao futebol português. Decide-se tudo em bares de putas.
Está tudo dito quanto ao futebol português. Decide-se tudo em bares de putas.
sexta-feira, dezembro 03, 2004
Ternura
Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem
fatalidade o olhar extático da aurora.
Vinícius de Moraes, Novos Poemas
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem
fatalidade o olhar extático da aurora.
Vinícius de Moraes, Novos Poemas
Nick Drake
Comprem, saquem, façam o que vos apetecer mas arranjem esta música. É do mais genial que eu conheço.
Pink Moon
I saw it written and I saw it said
Pink moon is on its way.
None of you stand so tall,
Pink moon gonna get ye all
and it's a pink moon,
Yeah, pink moon.
Pink, pink, pink, pink, pink moon.
Pink, pink, pink, pink, pink moon.
Pink Moon
I saw it written and I saw it said
Pink moon is on its way.
None of you stand so tall,
Pink moon gonna get ye all
and it's a pink moon,
Yeah, pink moon.
Pink, pink, pink, pink, pink moon.
Pink, pink, pink, pink, pink moon.
quinta-feira, dezembro 02, 2004
Alegria contida
O ogre, exfusiante de alegria, quis vir aqui postar qualquer coisa bonita, engraçada, bela como todos vós que lêem este vosso blog, sobre os acontecimentos recentes.
O facto de Jorge Sampaio ter caído em si, e de o Governo ir cair sei lá onde, é, como todos sabem, para mim, uma boa notícia.
Acontece que estou aqui a escrever sem muito entusiasmo... ora porquê? PORQUE A MINHA INTERNET ANDA UMA MERDA E SÓ CONSEGUI VIR CÁ AGORA!!!!
De qualquer maneira camarada Sampaio, não votei em ti (como aliás é público), mas fica aqui aquele abraço, com a amizade de alguém que não conheces.
O facto de Jorge Sampaio ter caído em si, e de o Governo ir cair sei lá onde, é, como todos sabem, para mim, uma boa notícia.
Acontece que estou aqui a escrever sem muito entusiasmo... ora porquê? PORQUE A MINHA INTERNET ANDA UMA MERDA E SÓ CONSEGUI VIR CÁ AGORA!!!!
De qualquer maneira camarada Sampaio, não votei em ti (como aliás é público), mas fica aqui aquele abraço, com a amizade de alguém que não conheces.
quarta-feira, novembro 24, 2004
Posso ser Primeiro-Ministro
Sim, porque eu... eu cá leio os jornais todinhos, todinhos em pouco mais de 10 minutos... aí 11, digamos... 12 vá!...
quinta-feira, novembro 18, 2004
Ele quando quer é esperto
O meu pai contou-me uma história engraçada, passada na Quadratura do Círculo.
Ora cá vai:
O Lobo Xavier, visivelmente agastado, perguntou ao Pacheco Pereira se alguma vez viu, num país europeu, um partido pertencente a uma coligação criticar preferentemente o outro partido que com ele faz Governo, no seu Congresso.
A resposta, sagaz, não se fez esperar:
E o Lobo Xavier, alguma vez viu um país europeu ser governado por duas pessoas como o Santana Lopes e o Paulo Portas?
E o pobre senhor não disse nada, não foi capaz de responder.
Aquele partido, às vezes, parte-me de riso.
Ora cá vai:
O Lobo Xavier, visivelmente agastado, perguntou ao Pacheco Pereira se alguma vez viu, num país europeu, um partido pertencente a uma coligação criticar preferentemente o outro partido que com ele faz Governo, no seu Congresso.
A resposta, sagaz, não se fez esperar:
E o Lobo Xavier, alguma vez viu um país europeu ser governado por duas pessoas como o Santana Lopes e o Paulo Portas?
E o pobre senhor não disse nada, não foi capaz de responder.
Aquele partido, às vezes, parte-me de riso.
Mais um
Junto-me (ainda que tardiamente) à iniciativa do Tugir e do Estaleiro, mas cá vai disto:
Enviem ao Primeiro-Ministro, ou ao Ministro-Adjunto a seguinte carta:
Senhor Primeiro-Ministro.
Estando perfeitamente elucidado sobre o Orçamento de Estado para 2005 e sabendo que V.Ex.ª. tenciona enviar-me uma carta em que dará esclarecimentos de que prescindo, solicito que se abstenha do respectivo expediente e faça entrega do montante respectivo a uma CERCI à escolha de Vossa Excelência.
Respeitosamente
Ass
Enviem ao Primeiro-Ministro, ou ao Ministro-Adjunto a seguinte carta:
Senhor Primeiro-Ministro.
Estando perfeitamente elucidado sobre o Orçamento de Estado para 2005 e sabendo que V.Ex.ª. tenciona enviar-me uma carta em que dará esclarecimentos de que prescindo, solicito que se abstenha do respectivo expediente e faça entrega do montante respectivo a uma CERCI à escolha de Vossa Excelência.
Respeitosamente
Ass
quinta-feira, novembro 11, 2004
Yasser Arafat
Morreu o último herói romântico, um homem que lutou por aquilo que acreditava estar certo, a última (oxalá me engane) grande esperança de paz para o Médio Oriente.
post scriptum: e o blOgre a vê-los passar...
post scriptum: e o blOgre a vê-los passar...
quinta-feira, novembro 04, 2004
O Dylan, como sempre, é que sabe
Political World
We live in a political world,
Love don't have any place.
We're living in times where men commit crimes,
And crime don't have a face.
We live in a political world,
Icicles hanging down,
Wedding bells ring and angels sing,
clouds cover up the ground.
We live in a political world,
Wisdom is thrown into jail,
It rots in a cell, is misguided as hell,
Leaving no one to pick up a trail.
We live in a political world
Where mercy walks the plank,
Life is in mirrors, death disappears
Up the steps into the nearest bank.
We live in a political world
Where courage is a thing of the past,
Houses are haunted, children are unwanted,
The next day could be your last.
We live in a political world,
The one we can see and can feel,
But there's no one to check, it's all a stacked deck,
We all know for sure that it's real.
We live in a political world,
In the cities of lonesome fear,
Little by little you turn in the middle
But you're never sure why you're here.
We live in a political world,
Under the microscope,
You can travel anywhere and hang yourself there,
You always got more than enough rope.
We live in a political world,
Turning and a-thrashing about,
As soon as you're awake, you're trained to take,
What looks like the easy way out.
We live in a political world,
Where peace is not welcome at all,
It's turned away from the door to wander some more,
Or put up against the wall.
We live in a political world,
Everything is hers or his,
Climb into the frame and shout God's name,
But you're never sure what it is.
Bob Dylan
We live in a political world,
Love don't have any place.
We're living in times where men commit crimes,
And crime don't have a face.
We live in a political world,
Icicles hanging down,
Wedding bells ring and angels sing,
clouds cover up the ground.
We live in a political world,
Wisdom is thrown into jail,
It rots in a cell, is misguided as hell,
Leaving no one to pick up a trail.
We live in a political world
Where mercy walks the plank,
Life is in mirrors, death disappears
Up the steps into the nearest bank.
We live in a political world
Where courage is a thing of the past,
Houses are haunted, children are unwanted,
The next day could be your last.
We live in a political world,
The one we can see and can feel,
But there's no one to check, it's all a stacked deck,
We all know for sure that it's real.
We live in a political world,
In the cities of lonesome fear,
Little by little you turn in the middle
But you're never sure why you're here.
We live in a political world,
Under the microscope,
You can travel anywhere and hang yourself there,
You always got more than enough rope.
We live in a political world,
Turning and a-thrashing about,
As soon as you're awake, you're trained to take,
What looks like the easy way out.
We live in a political world,
Where peace is not welcome at all,
It's turned away from the door to wander some more,
Or put up against the wall.
We live in a political world,
Everything is hers or his,
Climb into the frame and shout God's name,
But you're never sure what it is.
Bob Dylan
quarta-feira, novembro 03, 2004
Esporádico
Arranjei tempo (e vontade, confesso) para vir aqui, e só tenho uma coisa a dizer: MERDA PARA O MUNDO!!!
Francisco Castor
Francisco Castor
quinta-feira, outubro 21, 2004
Esta música não me sai da cabeça desde ontem
La liberté est en voyage
Avec des plumes bleues
Des poissons dans son lit
Et le canard boiteux
Qui me tient compagnie
Avec un bout de zan
Deux mètres de ficelle
Un coup de ran plan plan
Un zeste de ma belle
Fermez vos grilles fermez vos cages
La liberté est en voyage
Sur l'aile des casquettes
Et des trains de banlieue
Le temps d'une risette
Où tu veux quand tu veux
Avec une musette
Un souffle de vin blanc
Avec l'escarpolette
Ah jetez-moi dedans
Fermez vos grilles fermez vos cages
La liberté est en voyage
Avec l'étouffe crasse
Le pauvre Harry Cow
L'inutile grandasse
Et ses cocoricos
Avec le corniflard
Les écrase-torchons
Les oncles grésillards
Et les petits Ducon
Fermez vos grilles fermez vos cages
La liberté est en voyage
Avec le pingouin mauve
Qui mange les méchants
Les penseurs aux yeux chauves
Les Ma Sœur bien pensant
Avec un crocodile
Oui berce les enfants
Avec indélébile
Qui marque jusqu'au sang
Fermez vos grilles fermez vos cages
La liberté est en voyage
Avec zouli zoulis
Tes profonds reindibus
Tes palmes lapidus
Et ton joli zizi
Avec ta flamme brune
Et la source au milieu
Avec je te prie Dieu
Et ta main dans ma hune
Fermez vos grilles fermez vos cages
La liberté est en voyage
Avec le beau le laid
Le droit et le tordu
Avec la soupe au lait
Et le rien ne va plus
Avec des Nom de Dieu
Avec des noms de fleurs
Et des prénoms de feu
Et des surnoms de cœur
Fermez vos grilles fermez vos cages
La liberté est en voyage
Jean Ferrat
Avec des plumes bleues
Des poissons dans son lit
Et le canard boiteux
Qui me tient compagnie
Avec un bout de zan
Deux mètres de ficelle
Un coup de ran plan plan
Un zeste de ma belle
Fermez vos grilles fermez vos cages
La liberté est en voyage
Sur l'aile des casquettes
Et des trains de banlieue
Le temps d'une risette
Où tu veux quand tu veux
Avec une musette
Un souffle de vin blanc
Avec l'escarpolette
Ah jetez-moi dedans
Fermez vos grilles fermez vos cages
La liberté est en voyage
Avec l'étouffe crasse
Le pauvre Harry Cow
L'inutile grandasse
Et ses cocoricos
Avec le corniflard
Les écrase-torchons
Les oncles grésillards
Et les petits Ducon
Fermez vos grilles fermez vos cages
La liberté est en voyage
Avec le pingouin mauve
Qui mange les méchants
Les penseurs aux yeux chauves
Les Ma Sœur bien pensant
Avec un crocodile
Oui berce les enfants
Avec indélébile
Qui marque jusqu'au sang
Fermez vos grilles fermez vos cages
La liberté est en voyage
Avec zouli zoulis
Tes profonds reindibus
Tes palmes lapidus
Et ton joli zizi
Avec ta flamme brune
Et la source au milieu
Avec je te prie Dieu
Et ta main dans ma hune
Fermez vos grilles fermez vos cages
La liberté est en voyage
Avec le beau le laid
Le droit et le tordu
Avec la soupe au lait
Et le rien ne va plus
Avec des Nom de Dieu
Avec des noms de fleurs
Et des prénoms de feu
Et des surnoms de cœur
Fermez vos grilles fermez vos cages
La liberté est en voyage
Jean Ferrat
Москва
Cheguei segunda-feira, mas ainda venho meio abananado.
Como não consigo pôr aqui fotografias (ora porra), vejam estas e percebam porquê.
Como não consigo pôr aqui fotografias (ora porra), vejam estas e percebam porquê.
terça-feira, setembro 28, 2004
Ando numa de poesia
Por quem foi que me trocaram
Quando estava a olhar pra ti?
Pousa a tua mão na minha
E, sem me olhares, sorri.
Sorri do teu pensamento
Porque eu só quero pensar
Que é de mim que ele está feito
E que o tens para mo dar.
Depois aperta-me a mão
E vira os olhos a mim...
Por quem foi que me trocaram
Quando estás a olhar-me assim?
Fernando Pessoa
Quando estava a olhar pra ti?
Pousa a tua mão na minha
E, sem me olhares, sorri.
Sorri do teu pensamento
Porque eu só quero pensar
Que é de mim que ele está feito
E que o tens para mo dar.
Depois aperta-me a mão
E vira os olhos a mim...
Por quem foi que me trocaram
Quando estás a olhar-me assim?
Fernando Pessoa
quarta-feira, setembro 22, 2004
sexta-feira, setembro 10, 2004
A mulher que passa
Meu Deus, eu quero a mulher que passa.
Seu dorso frio é um campo de lírios
Tem sete cores nos seus cabelos
Sete esperanças na boca fresca!
Oh! como és linda, mulher que passas
Que me sacias e suplicias
Dentro das noites, dentro dos dias!
Teus sentimentos são poesia
Teus sofrimentos, melancolia.
Teus pêlos leves são relva boa
Fresca e macia.
Teus belos braços são cisnes mansos
Longe das vozes da ventania.
Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Como te adoro, mulher que passas
Que vens e passas, que me sacias
Dentro das noites, dentro dos dias!
Por que me faltas, se te procuro?
Por que me odeias quando te juro
Que te perdia se me encontravas
E me encontrava se te perdias?
Por que não voltas, mulher que passas?
Por que não enches a minha vida?
Por que não voltas, mulher querida
Sempre perdida, nunca encontrada?
Por que não voltas à minha vida?
Para o que sofro não ser desgraça?
Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Eu quero-a agora, sem mais demora
A minha amada mulher que passa!
No santo nome do teu martírio
Do teu martírio que nunca cessa
Meu Deus, eu quero, quero depressa
A minha amada mulher que passa!
Que fica e passa, que pacifica
Que é tanto pura como devassa
Que bóia leve como a cortiça
E tem raízes como a fumaça.
Vinícius de Moraes, Novos Poemas
Seu dorso frio é um campo de lírios
Tem sete cores nos seus cabelos
Sete esperanças na boca fresca!
Oh! como és linda, mulher que passas
Que me sacias e suplicias
Dentro das noites, dentro dos dias!
Teus sentimentos são poesia
Teus sofrimentos, melancolia.
Teus pêlos leves são relva boa
Fresca e macia.
Teus belos braços são cisnes mansos
Longe das vozes da ventania.
Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Como te adoro, mulher que passas
Que vens e passas, que me sacias
Dentro das noites, dentro dos dias!
Por que me faltas, se te procuro?
Por que me odeias quando te juro
Que te perdia se me encontravas
E me encontrava se te perdias?
Por que não voltas, mulher que passas?
Por que não enches a minha vida?
Por que não voltas, mulher querida
Sempre perdida, nunca encontrada?
Por que não voltas à minha vida?
Para o que sofro não ser desgraça?
Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Eu quero-a agora, sem mais demora
A minha amada mulher que passa!
No santo nome do teu martírio
Do teu martírio que nunca cessa
Meu Deus, eu quero, quero depressa
A minha amada mulher que passa!
Que fica e passa, que pacifica
Que é tanto pura como devassa
Que bóia leve como a cortiça
E tem raízes como a fumaça.
Vinícius de Moraes, Novos Poemas
Bella
Bella,
como en la piedra fresca
del manantial, el agua
abre un ancho relámpago de espuma,
así es la sonrisa en tu rostro,
bella.
Bella,
de finas manos y delgados pies
como un caballito de plata,
andando, flor del mundo,
así te veo,
bella.
Bella,
con un nido de cobre enmarañado
en tu cabeza, un nido
color de miel sombría
donde mi corazón arde y reposa,
bella.
Bella,
no te caben los ojos en la cara,
no te caben los ojos en la tierra.
Hay países, hay ríos
en tus ojos,
mi patria está en tus ojos,
yo camino por ellos,
ellos dan luz al mundo
por donde yo camino,
bella.
Bella,
tus senos son como dos panes hechos
de tierra cereal y luna de oro,
bella.
Bella,
tu cintura
la hizo mi brazo como un río cuando
pasó mil años por tu dulce cuerpo,
bella.
Bella,
no hay nada como tus caderas,
tal vez la tierra tiene
en algún sitio oculto
la curva y el aroma de tu cuerpo,
tal vez en algún sitio,
bella.
Bella, mi bella,
tu voz, tu piel, tus uñas
bella, mi bella,
tu ser, tu luz, tu sombra,
bella,
todo eso es mío, bella,
todo eso es mío, mía,
cuando andas o reposas,
cuando cantas o duermes,
cuando sufres o sueñas,
siempre,
cuando estás cerca o lejos,
siempre,
eres mía, mi bella,
siempre.
Pablo Neruda, Los Versos del Capitán
como en la piedra fresca
del manantial, el agua
abre un ancho relámpago de espuma,
así es la sonrisa en tu rostro,
bella.
Bella,
de finas manos y delgados pies
como un caballito de plata,
andando, flor del mundo,
así te veo,
bella.
Bella,
con un nido de cobre enmarañado
en tu cabeza, un nido
color de miel sombría
donde mi corazón arde y reposa,
bella.
Bella,
no te caben los ojos en la cara,
no te caben los ojos en la tierra.
Hay países, hay ríos
en tus ojos,
mi patria está en tus ojos,
yo camino por ellos,
ellos dan luz al mundo
por donde yo camino,
bella.
Bella,
tus senos son como dos panes hechos
de tierra cereal y luna de oro,
bella.
Bella,
tu cintura
la hizo mi brazo como un río cuando
pasó mil años por tu dulce cuerpo,
bella.
Bella,
no hay nada como tus caderas,
tal vez la tierra tiene
en algún sitio oculto
la curva y el aroma de tu cuerpo,
tal vez en algún sitio,
bella.
Bella, mi bella,
tu voz, tu piel, tus uñas
bella, mi bella,
tu ser, tu luz, tu sombra,
bella,
todo eso es mío, bella,
todo eso es mío, mía,
cuando andas o reposas,
cuando cantas o duermes,
cuando sufres o sueñas,
siempre,
cuando estás cerca o lejos,
siempre,
eres mía, mi bella,
siempre.
Pablo Neruda, Los Versos del Capitán
quinta-feira, setembro 09, 2004
Os meus 15 minutos
Voltando à mesma história, adoro acordar de manhã, com o primeiro despertador, e voltar a adormecer.
Esse espaço de tempo, entre um acordar e o outro, é o mais produtivo de todos. Nesses parcos minutos posso ser o que quero. São esses os sonhos de que me lembro melhor.
Por não ser um sonho profundo, vejo-os como se os estivesse a viver. Alguns (por sinal bastantes), até os consigo controlar.
Já tive sonhos que duraram dias inteiros nesses quinze minutos.
Já tive sonhos em que era o delfim da Atlântida, numa cidade fantástica, com grandes edifícios envidraçados, de cúpulas douradas, a saír da água e a olhar em direcção ao céu. Debaixo do mar, grandes cúpulas de vidro protegiam torres tétricas, feitas com traços de Gaudí (devo ter lido “A Cidade Que Não Existia” de Bilal nessa noite).
Já tive também sonhos em que, no meio de uma escura viela, debaixo de um único candeeiro de rua aceso, fui atacado pelo professor de ITI do 12º ano. A turma era dividida em duas para esta cadeira, e quem me atacou foi o professor da outra metade (?)!
Já estive a bordo de uma nave, minúscula, a voar pela minha casa, e a tentar fugir a um gato que não tenho.
Já corri, rua fora, para me aperceber que, dando passadas cada vez maiores, conseguia voar. E voei... Vi Lisboa, pelos meus olhos, sem uma janela de avião à minha frente. Corri o mundo a voar, e acordei muito bem disposto.
Acabo por aqui, apenas para explicar qua aqueles 15 minutos são do melhor qua há.
Levanto-me então, ainda a pensar no sonho; tomo banho a pensar em modos de continuar as aventuras recentemente vividas; como um pequeno almoço de rei, de vítima, ou semi-deus.
Saio à rua, para ir trabalhar, vejo a Estrada de Benfica em todo o seu esplendor, os autocarros e as mesmas caras de lutas diferentes, os mesmos rostos tristonhos que não acreditam num dia melhor, e sinto-me vazio.
Esse espaço de tempo, entre um acordar e o outro, é o mais produtivo de todos. Nesses parcos minutos posso ser o que quero. São esses os sonhos de que me lembro melhor.
Por não ser um sonho profundo, vejo-os como se os estivesse a viver. Alguns (por sinal bastantes), até os consigo controlar.
Já tive sonhos que duraram dias inteiros nesses quinze minutos.
Já tive sonhos em que era o delfim da Atlântida, numa cidade fantástica, com grandes edifícios envidraçados, de cúpulas douradas, a saír da água e a olhar em direcção ao céu. Debaixo do mar, grandes cúpulas de vidro protegiam torres tétricas, feitas com traços de Gaudí (devo ter lido “A Cidade Que Não Existia” de Bilal nessa noite).
Já tive também sonhos em que, no meio de uma escura viela, debaixo de um único candeeiro de rua aceso, fui atacado pelo professor de ITI do 12º ano. A turma era dividida em duas para esta cadeira, e quem me atacou foi o professor da outra metade (?)!
Já estive a bordo de uma nave, minúscula, a voar pela minha casa, e a tentar fugir a um gato que não tenho.
Já corri, rua fora, para me aperceber que, dando passadas cada vez maiores, conseguia voar. E voei... Vi Lisboa, pelos meus olhos, sem uma janela de avião à minha frente. Corri o mundo a voar, e acordei muito bem disposto.
Acabo por aqui, apenas para explicar qua aqueles 15 minutos são do melhor qua há.
Levanto-me então, ainda a pensar no sonho; tomo banho a pensar em modos de continuar as aventuras recentemente vividas; como um pequeno almoço de rei, de vítima, ou semi-deus.
Saio à rua, para ir trabalhar, vejo a Estrada de Benfica em todo o seu esplendor, os autocarros e as mesmas caras de lutas diferentes, os mesmos rostos tristonhos que não acreditam num dia melhor, e sinto-me vazio.
sexta-feira, setembro 03, 2004
Matraquilhices
Estava eu a na minha habitual ronda pelos blogues favoritos... E eis senão quando (esta expressão apraz-me) leio isto: “Ao olhar-lhe para o rosto, para o cabelo penteado, para a camisa de riscas, para a gravata sóbria, ao sentir-lhe o cheiro enjoativo do perfume caro, ao lembrar-me do seu reluzente BMW azul escuro, percebi que aquele homem só podia gostar de música certinha, aborrecida como ele próprio. Música chata. Muito chata. Sei lá, qualquer coisa do tipo Dire Straits ou Pink Floyd.”
Como devem imaginar fiquei parvo. O estilo mete-nojo é-me conhecido: é o típico jurista que tinha notas boas na Faculdade, e por causa disso é o Rei do Mundo. Eu também os conheço, tenho aulas com eles.
Agora confundir essa espécie de avis rara com um admirador de Dire Straits e Pink Floyd, não posso deixar passar. E olha que até gosto de Ségio Godinho.
Música certinha? Qual deles? O único grupo que conseguiu vender discos de rock and roll (e uso esta expressão com toda a carga positiva que ela tem) numa altura em que quem vendia eram os que usavam calças à boca de sino e colarinhos grandes? Gostas de disco? Ou é certinho?
Ou o grupo que redifiniu a maneira de ver a música? Os impulsionadores do rock sinfónico? Conheces bem Pink Floyd? Porque é que dizes que é certinho? Porque é melodioso? Ou porque têm letras com sentido? Se não conheces bem, ouve músicas do início da banda. Ouve as músicas que o Syd Barrett fez.
Nem Dire Straits nem Pink Floyd são certinhos.
Quando ao facto de dizeres que têm música aborrecida e chata, é porque não deves conhecer bem. E quanto a isso não me pronuncio, senão ninguém me cala.
Não leves isto como um ataque pessoal, o Sérgio Godinho está para ti como os Dire Straits e Pink Floyd estão para mim.
Além disso: exceptuando Los Hermanos que não conheço, e Caetano Veloso que não vou mesmo à bola com ele, gosto de tudo o que tens aí. Mesmo.
P.S.: Já vi muitos tipos desses na fnac, e tenho uma coisa dizer-te: o que eles gostam é Manowar (não sei se é assim que se escreve isto), Megadeth, AC/DC, and so on, and so on...
Como devem imaginar fiquei parvo. O estilo mete-nojo é-me conhecido: é o típico jurista que tinha notas boas na Faculdade, e por causa disso é o Rei do Mundo. Eu também os conheço, tenho aulas com eles.
Agora confundir essa espécie de avis rara com um admirador de Dire Straits e Pink Floyd, não posso deixar passar. E olha que até gosto de Ségio Godinho.
Música certinha? Qual deles? O único grupo que conseguiu vender discos de rock and roll (e uso esta expressão com toda a carga positiva que ela tem) numa altura em que quem vendia eram os que usavam calças à boca de sino e colarinhos grandes? Gostas de disco? Ou é certinho?
Ou o grupo que redifiniu a maneira de ver a música? Os impulsionadores do rock sinfónico? Conheces bem Pink Floyd? Porque é que dizes que é certinho? Porque é melodioso? Ou porque têm letras com sentido? Se não conheces bem, ouve músicas do início da banda. Ouve as músicas que o Syd Barrett fez.
Nem Dire Straits nem Pink Floyd são certinhos.
Quando ao facto de dizeres que têm música aborrecida e chata, é porque não deves conhecer bem. E quanto a isso não me pronuncio, senão ninguém me cala.
Não leves isto como um ataque pessoal, o Sérgio Godinho está para ti como os Dire Straits e Pink Floyd estão para mim.
Além disso: exceptuando Los Hermanos que não conheço, e Caetano Veloso que não vou mesmo à bola com ele, gosto de tudo o que tens aí. Mesmo.
P.S.: Já vi muitos tipos desses na fnac, e tenho uma coisa dizer-te: o que eles gostam é Manowar (não sei se é assim que se escreve isto), Megadeth, AC/DC, and so on, and so on...
quarta-feira, setembro 01, 2004
Soneto da Fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure
Estoril - Portugal, 10.1939
Vinícius de Moraes, Poemas, sonetos e baladas
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure
Estoril - Portugal, 10.1939
Vinícius de Moraes, Poemas, sonetos e baladas
quinta-feira, agosto 26, 2004
Caderneta
Descobri agora (só agora? perguntar-se-ão alguns) um blog muito, muito bom.
Caderneta da Bola.
Lembram-se de génios da bola como Goran? Seguranças inultrapassáveis dos postes com Vital? Diabretes técnico-tácticos como o saudoso Tó Sá do Setúbal? Inteiros plantéis históricos como os do Desportivo de Chaves?
Tudo isso e muito mais, como isto: "(...) quem não se lembra (ou não quer lembrar!) da digressão pela América do Norte em que a camisola número 10 era envergada por Vado, esse tecnicista endiabrado que conseguia ser mais baixo do que Jorge Maria "Vital"?"
O link já está ali em baixo. Visitem-no.
Até Segunda, que hoje vou para Chaves, passar o fim de semana em família.
Caderneta da Bola.
Lembram-se de génios da bola como Goran? Seguranças inultrapassáveis dos postes com Vital? Diabretes técnico-tácticos como o saudoso Tó Sá do Setúbal? Inteiros plantéis históricos como os do Desportivo de Chaves?
Tudo isso e muito mais, como isto: "(...) quem não se lembra (ou não quer lembrar!) da digressão pela América do Norte em que a camisola número 10 era envergada por Vado, esse tecnicista endiabrado que conseguia ser mais baixo do que Jorge Maria "Vital"?"
O link já está ali em baixo. Visitem-no.
Até Segunda, que hoje vou para Chaves, passar o fim de semana em família.
quarta-feira, agosto 25, 2004
Nem vale a pena o esforço
Pois é.
Quis fazer uma simples operação plástica, um bonito pealing, e fiquei sem os comentários.
Vou ver se os consigo repcuperar; entretanto, se alguém souber de algum truque, que avise um ogre em apuros.
Obrigado
Quis fazer uma simples operação plástica, um bonito pealing, e fiquei sem os comentários.
Vou ver se os consigo repcuperar; entretanto, se alguém souber de algum truque, que avise um ogre em apuros.
Obrigado
terça-feira, agosto 24, 2004
Francis
Ontem vi a reportagem da praxe sobre Francis Obikwelu.
Quando alguém ganha qualquer coisa, faz-se sempre uma reportagem com gravações de arquivo e entrevistas a quem conhece o herói. O costume.
Nesta, estavam a entrevistar (provavelmente ontem) um casal que trabalhava no Belenenses quando ele foi para lá, que o tomou como filho adoptivo. "Se vissem uma criança de 17 anos a chorar, a dizer que não tinha pai nem mãe, e vos pedisse para serem mãe dele, não lhe iam dizer que não!", disse a senhora com os seus olhos de assassina em série (tinha mesmo!!!).
"E o senhor, parece que exclamou qualquer coisa ontem?"
"(risos) Urra! (mais risos) Disse urra! Esta já cá canta! (entre mais risos)"
Depois os risos continuaram, mas foram os meus.
Para começar, ninguém diz Urra! Urra é o grito de alegria de quem não sabe bem o que é estar feliz.
Depois, parece-me ridículo alguém dizer à jornalista que o senhor disse "qualquer coisa", para depois se vir a saber que o que ele disse foi "Urra".
Adiante.
Depois foi uma entrevista ao próprio, a dizer que a principal impulsionadora para a sua mudança de nacionalidade foi a sua mãe na Nigéria. Já vamos em duas mães, e esperemos que esta ao menos seja a biológica. Duas mães adoptivas é demais para um homem só.
Passado um bocado entrevistaram a sua actual treinadora, uma espanhola visivelmente satisfeita com o resultado de um atleta com quem se dá muito bem, e que a trata como se fosse sua mãe.
TRÊS!!!
O gajo tem três mães!!!
Deve fazer aqueles olhinhos do gato das botas no Shrek2, ou olhinhos de Bambi, e elas derretem-se todas.
Isto é de homem!!! Corre que se farta, e ainda engata as velhas.
Quando alguém ganha qualquer coisa, faz-se sempre uma reportagem com gravações de arquivo e entrevistas a quem conhece o herói. O costume.
Nesta, estavam a entrevistar (provavelmente ontem) um casal que trabalhava no Belenenses quando ele foi para lá, que o tomou como filho adoptivo. "Se vissem uma criança de 17 anos a chorar, a dizer que não tinha pai nem mãe, e vos pedisse para serem mãe dele, não lhe iam dizer que não!", disse a senhora com os seus olhos de assassina em série (tinha mesmo!!!).
"E o senhor, parece que exclamou qualquer coisa ontem?"
"(risos) Urra! (mais risos) Disse urra! Esta já cá canta! (entre mais risos)"
Depois os risos continuaram, mas foram os meus.
Para começar, ninguém diz Urra! Urra é o grito de alegria de quem não sabe bem o que é estar feliz.
Depois, parece-me ridículo alguém dizer à jornalista que o senhor disse "qualquer coisa", para depois se vir a saber que o que ele disse foi "Urra".
Adiante.
Depois foi uma entrevista ao próprio, a dizer que a principal impulsionadora para a sua mudança de nacionalidade foi a sua mãe na Nigéria. Já vamos em duas mães, e esperemos que esta ao menos seja a biológica. Duas mães adoptivas é demais para um homem só.
Passado um bocado entrevistaram a sua actual treinadora, uma espanhola visivelmente satisfeita com o resultado de um atleta com quem se dá muito bem, e que a trata como se fosse sua mãe.
...
TRÊS!!!
O gajo tem três mães!!!
Deve fazer aqueles olhinhos do gato das botas no Shrek2, ou olhinhos de Bambi, e elas derretem-se todas.
Isto é de homem!!! Corre que se farta, e ainda engata as velhas.
segunda-feira, agosto 23, 2004
Coisas
No sábado fui ao Bairro (sim, é verdade, EU fui ao Bairro), a um dos poucos sítios suportáveis que lá existe -Catacumbas-, e ouvi um disco muito bom, duns tais Big Bad Voodoo Daddy.
Alguém conhece?
Que coisa boa.
Uma orquestra de jazz, relativamente recente, com um swing do caraças.
Vou ver se encontro, e depois venho cá falar mais.
Alguém conhece?
Que coisa boa.
Uma orquestra de jazz, relativamente recente, com um swing do caraças.
Vou ver se encontro, e depois venho cá falar mais.
sexta-feira, agosto 20, 2004
Cá está ele
Pois é!
É sempre uma emoção regressar de férias, sobretudo quando se vem de um país em vias de desenvolvimento/ terceiro mundo.
Chega-se cá, 15 dias depois, impressionado com a criminalidade, a corrupção, essas tretas todas (ainda por cima estão em época de eleições), e vê-se o telejornal, as cassetes (dos) piratas, as demissões na PJ e na PGR, os putos que morrem porque as balizas não estão presas...
É sempre bom regressar a casa...
Sentiram a minha falta?
Eu senti, quinze dias sem alter ego é muito complicado!...
Bem, de qualquer maneira já cá estou, que é mesmo o que eu queria dizer.
Ah, e também queria dizer que há um candidato a vereador no Recife chamado Clodovildo Cócó.
É sempre uma emoção regressar de férias, sobretudo quando se vem de um país em vias de desenvolvimento/ terceiro mundo.
Chega-se cá, 15 dias depois, impressionado com a criminalidade, a corrupção, essas tretas todas (ainda por cima estão em época de eleições), e vê-se o telejornal, as cassetes (dos) piratas, as demissões na PJ e na PGR, os putos que morrem porque as balizas não estão presas...
É sempre bom regressar a casa...
Sentiram a minha falta?
Eu senti, quinze dias sem alter ego é muito complicado!...
Bem, de qualquer maneira já cá estou, que é mesmo o que eu queria dizer.
Ah, e também queria dizer que há um candidato a vereador no Recife chamado Clodovildo Cócó.
segunda-feira, agosto 02, 2004
É desta!!!
Agora é a sério, o Ogre vai de férias.
E, como não podia deixar de ser, vai deixar de cá vir durante uns tempos.
Vai ver como resultam os países com governos de esquerda, e para tal vai-se debruçar aprofundadamente no trabalho efectuado pelo Lula da Silva nesse grande país que é o Brasil.
Saudades e abraços.
E, como não podia deixar de ser, vai deixar de cá vir durante uns tempos.
Vai ver como resultam os países com governos de esquerda, e para tal vai-se debruçar aprofundadamente no trabalho efectuado pelo Lula da Silva nesse grande país que é o Brasil.
Saudades e abraços.
quarta-feira, julho 28, 2004
Gugu Dádá
Pois é, hoje o blOgre faz um ano.
Um ano a não dizer muito, e a fazer ainda menos.
De qualquer maneira, apesar de ninguém se interessar pelo que tenho a dizer, acho que o blOgre ajudou a preencher um espaço em expansão: o dos blogues inconsequentes, que apenas servem para encher o ego de quem os escreve.
Ora, como parece que ninguém se lembrou disto, hoje também faz um ano que morreu o Bob Hope.
Agora que penso nisso... Será que foi o blOgre que matou todas estas pessoas que nos têm deixado?
...
Oh diabo!...
Um ano a não dizer muito, e a fazer ainda menos.
De qualquer maneira, apesar de ninguém se interessar pelo que tenho a dizer, acho que o blOgre ajudou a preencher um espaço em expansão: o dos blogues inconsequentes, que apenas servem para encher o ego de quem os escreve.
Ora, como parece que ninguém se lembrou disto, hoje também faz um ano que morreu o Bob Hope.
Agora que penso nisso... Será que foi o blOgre que matou todas estas pessoas que nos têm deixado?
...
Oh diabo!...
terça-feira, julho 27, 2004
Bem sei que a letra é do Georges Moustaki, mas...
Serge Reggiani cantava-a como se fosse dele.
Das músicas mais bonitas que conheço.
Ma Liberté
Ma liberté
longtemps je t'ai gardée
comme une perle rare.
Ma liberté,
c'est toi qui m'as aidé
à larguer les amarres,
pour aller n'importe où
pour aller jusqu'au bout
des chemins de fortune,
pour cueillir en rêvant
une rose des vents
sur un rayon de lune!
Ma liberté
devant tes volontés
ma vie était soumise
ma liberté,
je t'avais tout prêté
ma dernière chemise
Et combien j'ai souffert
pour pouvoir satisfaire
toutes tes exigences!
J'ai changé de pays,
j'ai perdu mes amis
pour garder ta confiance!
Ma liberté,
tu as su désarmer
mes moindres habitudes
ma liberté,
toi qui m'as fait aimer
même la solitude.
Toi qui m'as fait sourire
quand je voyais finir
une belle aventure,
toi qui m'a protégé
quand j'allais me cacher
pour soigner mes blessures!
Ma liberté,
pourtant je t'ai quittée
une nuit de décembre.
J'ai déserté
les chemins écartés
que nous suivions ensembles,
lorsque, sans me méfier,
les pieds et poings liés
je me suis laissé faire,
et je t'ai trahi
pour une prison d'amour
et sa belle geôlière!
et je t'ai trahi
pour une prison d'amour
et sa belle geôlière!
Das músicas mais bonitas que conheço.
Ma Liberté
Ma liberté
longtemps je t'ai gardée
comme une perle rare.
Ma liberté,
c'est toi qui m'as aidé
à larguer les amarres,
pour aller n'importe où
pour aller jusqu'au bout
des chemins de fortune,
pour cueillir en rêvant
une rose des vents
sur un rayon de lune!
Ma liberté
devant tes volontés
ma vie était soumise
ma liberté,
je t'avais tout prêté
ma dernière chemise
Et combien j'ai souffert
pour pouvoir satisfaire
toutes tes exigences!
J'ai changé de pays,
j'ai perdu mes amis
pour garder ta confiance!
Ma liberté,
tu as su désarmer
mes moindres habitudes
ma liberté,
toi qui m'as fait aimer
même la solitude.
Toi qui m'as fait sourire
quand je voyais finir
une belle aventure,
toi qui m'a protégé
quand j'allais me cacher
pour soigner mes blessures!
Ma liberté,
pourtant je t'ai quittée
une nuit de décembre.
J'ai déserté
les chemins écartés
que nous suivions ensembles,
lorsque, sans me méfier,
les pieds et poings liés
je me suis laissé faire,
et je t'ai trahi
pour une prison d'amour
et sa belle geôlière!
et je t'ai trahi
pour une prison d'amour
et sa belle geôlière!
sexta-feira, julho 23, 2004
Afinal, já cá estou
Vim de propósito à faculdade para prestar a minha homenagem a dois músicos que hoje nos deixaram.
O primeiro, português, por ter acompanhado os meus verdes anos: Carlos Paredes.
O segundo, italiano, por me ter acompanhado em diversas ocasiões: Serge Reggiani.
Aos dois, o meu muito obrigado.
O primeiro, português, por ter acompanhado os meus verdes anos: Carlos Paredes.
O segundo, italiano, por me ter acompanhado em diversas ocasiões: Serge Reggiani.
Aos dois, o meu muito obrigado.
quarta-feira, julho 21, 2004
FÉRIAS!!!!!
Ou então, não...
Tenho uma oral na 2ª, portanto vou tirar 5ª e 6ª. Daqui se depreende que ficarei sem acesso à internet, logo, vê-mo-nos para a semana.
Bom fim de semana.
Tenho uma oral na 2ª, portanto vou tirar 5ª e 6ª. Daqui se depreende que ficarei sem acesso à internet, logo, vê-mo-nos para a semana.
Bom fim de semana.
terça-feira, julho 20, 2004
Nasceu há 700 anos.
Amor, che meco a buon tempo ti stavi
Amor, che meco a buon tempo ti stavi
tra queste rive, a’ pensier nostri amiche,
e per saldar le ragion nostre antiche
meco e col fiume ragionando andavi
fior, frondi, erbe, ombre, antri, onde, aure soavi,
valli chiuse, alti colli e piagge apriche,
porto de l’amorose mie fatiche,
de le fortune mie tante, e sí gravi;
o vaghi abitator de’ verdi boschi,
o ninfe, e voi che ’l fresco erboso fondo
del liquido cristallo alberga e pasce;
i dí miei fûr sí chiari, or son sí foschi,
come Morte che ’l fa. Cosí nel mondo
sua ventura ha ciascun dal dí che nasce.
Petrarca
Amor, che meco a buon tempo ti stavi
Amor, che meco a buon tempo ti stavi
tra queste rive, a’ pensier nostri amiche,
e per saldar le ragion nostre antiche
meco e col fiume ragionando andavi
fior, frondi, erbe, ombre, antri, onde, aure soavi,
valli chiuse, alti colli e piagge apriche,
porto de l’amorose mie fatiche,
de le fortune mie tante, e sí gravi;
o vaghi abitator de’ verdi boschi,
o ninfe, e voi che ’l fresco erboso fondo
del liquido cristallo alberga e pasce;
i dí miei fûr sí chiari, or son sí foschi,
come Morte che ’l fa. Cosí nel mondo
sua ventura ha ciascun dal dí che nasce.
Petrarca
segunda-feira, julho 19, 2004
sexta-feira, julho 16, 2004
Finalmente um bom ministro.
Salter Cid, soube agora de manhã, vai ser o novo Ministro da Agricultura.
Não sei se será a pasta indicada, mas estamos perante um excelente gestor, com créditos firmados,e que sempre se manteve afastado das luzes do circo mediático que é o PSD.
Espero, sinceramente, que me mereça o respeito que lhe tenho.
Entretanto, continuo à espera que Santana me convide para uma pasta qualquer. Até pode ser uma Direcção Regional, não sou esquisito.
Salter Cid, soube agora de manhã, vai ser o novo Ministro da Agricultura.
Não sei se será a pasta indicada, mas estamos perante um excelente gestor, com créditos firmados,e que sempre se manteve afastado das luzes do circo mediático que é o PSD.
Espero, sinceramente, que me mereça o respeito que lhe tenho.
Entretanto, continuo à espera que Santana me convide para uma pasta qualquer. Até pode ser uma Direcção Regional, não sou esquisito.
terça-feira, julho 13, 2004
Não sei se sabem, ontem começou outra vez Os Sopranos, na :2.
"Toughy" Barroso
Adolf Paulie
Saint "Flops"
Telmo "Harry Potter" Correia
Morais "Bulldog" Sarmento
"Toughy" Barroso
Adolf Paulie
Saint "Flops"
Telmo "Harry Potter" Correia
Morais "Bulldog" Sarmento
segunda-feira, julho 12, 2004
sexta-feira, julho 09, 2004
Bem, o Telmo Correia pediu para se deixar o PR em paz, para decidir sem pressões. Como escuto com muita atenção o que este sr. diz, vou deixar de vir ao blOgre enquanto Jorge Sampaio não se decidir.
Shiuuuu... não vamos incomodar Sua Excelência...
O facto de não ter muito para dizer hoje não tem nada a ver com esta decisão.
Shiuuuu... não vamos incomodar Sua Excelência...
O facto de não ter muito para dizer hoje não tem nada a ver com esta decisão.
quinta-feira, julho 08, 2004
"Respeito a decisão do Presidente da República, seja ela qual for, desde que eu seja Primeiro Ministro."
O que ele quer dizer, mas não pode.
O que ele quer dizer, mas não pode.
quarta-feira, julho 07, 2004
Como qualquer bom Cureísta comprei o novo disco às escuras. Ainda só ouvi metade, mas parece-me fraquinho.
Bem sei que o Robert Smith nunca cantou muito bem, mas agora então...
Há-que lhe dar o desconto, porque o disco foi gravado numa sala, todos juntos, sem grande preparação. Mas de qualquer maneira, de um grupo que já fez discos como Seventeen Seconds, Faith,Pornography, The Head on the Door, Disintegration, ou Wish espera-se sempre mais.
Se quando o ouvir todo mudar de opinião, venho cá.
Bem sei que o Robert Smith nunca cantou muito bem, mas agora então...
Há-que lhe dar o desconto, porque o disco foi gravado numa sala, todos juntos, sem grande preparação. Mas de qualquer maneira, de um grupo que já fez discos como Seventeen Seconds, Faith,Pornography, The Head on the Door, Disintegration, ou Wish espera-se sempre mais.
Se quando o ouvir todo mudar de opinião, venho cá.
terça-feira, julho 06, 2004
"Deverei aceitar que nós não as encontrámos e que talvez nunca as venhamos a encontrar".
Ah grande Tony, a arma de destruição massiça europeia.
Ah grande Tony, a arma de destruição massiça europeia.
sexta-feira, julho 02, 2004
Meu caro amigo
Francis Hime - Chico Buarque/1976
Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando, que também, sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo pessoal
Adeus
Tirando as diferenças óbvias, assim vai o nosso país.
Francis Hime - Chico Buarque/1976
Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando, que também, sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo pessoal
Adeus
Tirando as diferenças óbvias, assim vai o nosso país.
quinta-feira, julho 01, 2004
terça-feira, junho 29, 2004
Assumo-o frontalmente: não votei Jorge Sampaio.
Além de ter a vitória certa - o "Rei do Betão" nunca teria hipótese-, vi o PCP levar o candidato até ao fim. Assim, votei António Abreu (senti-me impelido a isso, non solo pela coragem do PCP, sed etiam pelo facto de aquando da sua visita à minha faculdade, apenas eu e um colega o termos ido ver: mais nenhum pró-fascista da Faculdade de Direito teve tomates de ir, pelo menos, ouvir o que os outros têm a dizer - o medo de serem vistos pelos assistentes atrás de um comuna teve tê-los apavorado).
Isto para dizer o quê?
Para dizer que agora, mais que nunca, me sinto no limiar da dúvida: será que Jorge Sampaio vai conseguir fazer-me arrepender de não ter votado nele? Que garanto, nunca aconteceu.
Ou será que Sampaio ("é que somos bonzinhos demais") me vai fazer dizer: eu bem te disse, votar nele foi um erro..."
Talvez por não ter votado nele, por ter votado mais à esquerda, possa exigir, enquanto cidadão, uma decisão correcta, uma decisão sensata, uma decisão de esquerda.
Além de ter a vitória certa - o "Rei do Betão" nunca teria hipótese-, vi o PCP levar o candidato até ao fim. Assim, votei António Abreu (senti-me impelido a isso, non solo pela coragem do PCP, sed etiam pelo facto de aquando da sua visita à minha faculdade, apenas eu e um colega o termos ido ver: mais nenhum pró-fascista da Faculdade de Direito teve tomates de ir, pelo menos, ouvir o que os outros têm a dizer - o medo de serem vistos pelos assistentes atrás de um comuna teve tê-los apavorado).
Isto para dizer o quê?
Para dizer que agora, mais que nunca, me sinto no limiar da dúvida: será que Jorge Sampaio vai conseguir fazer-me arrepender de não ter votado nele? Que garanto, nunca aconteceu.
Ou será que Sampaio ("é que somos bonzinhos demais") me vai fazer dizer: eu bem te disse, votar nele foi um erro..."
Talvez por não ter votado nele, por ter votado mais à esquerda, possa exigir, enquanto cidadão, uma decisão correcta, uma decisão sensata, uma decisão de esquerda.
sexta-feira, junho 25, 2004
A propósito de um texto do grande MCG no Pastelinho, Acidentes:
Tenho mesmo que dizer isto:
Será que o José Lamego ainda não se apercebeu que NÃO é um bom candidato a candidato a Secretário-Geral do Partido Socialista?
Não é por nada, mas quando se decidiu que o Judas não se candidataria, e o PS se apercebeu que sem o candidato, não ganharia o Concelho, avançou-se com o José Lamego. Era só para terem candidato, uma vez que a derrota era certa. Era carne para canhão. Foi o mesmo que o PSD fez com Ferreira do Amaral quando o candidatou a Presidente da República.
E mais, o Governo mandou-o para o Iraque e o PS não gostou. Mais: não só não gostou, como o criticou.
Agora pergunto: escolheram-no para perder, a seguir criticam-no, e o homem tem cara para se candidatar?
Tenho mesmo que dizer isto:
Será que o José Lamego ainda não se apercebeu que NÃO é um bom candidato a candidato a Secretário-Geral do Partido Socialista?
Não é por nada, mas quando se decidiu que o Judas não se candidataria, e o PS se apercebeu que sem o candidato, não ganharia o Concelho, avançou-se com o José Lamego. Era só para terem candidato, uma vez que a derrota era certa. Era carne para canhão. Foi o mesmo que o PSD fez com Ferreira do Amaral quando o candidatou a Presidente da República.
E mais, o Governo mandou-o para o Iraque e o PS não gostou. Mais: não só não gostou, como o criticou.
Agora pergunto: escolheram-no para perder, a seguir criticam-no, e o homem tem cara para se candidatar?
segunda-feira, junho 07, 2004
Consegui arranjar tempo para ver tempos de antena. Digo-vos que são cada vez melhores.
Força Portugal: Um rap à maneira. Já ouviram? Lindo!
PS: Ou não vi nenhum e sonhei com a Ana Gomes a falar no Parque das Nações com cara de sono, ou então é só disso que me lembro.
CDU: Gosto da música, mas a Ilda e a Odete não me convencem.
BE: Mudam todos os dias. A ideia é falar de política europeia, e não fazer videoclips cómicos. Acho-lhe graça, confesso, mas e o conteúdo?
Nova Democracia (não posso pôr só as siglas, senão ninguém sabe do que estou a falar): o Manuel Monteiro gosta mesmo da Dina, ou é só para arredondar o número de apoiantes para 10?
PPM: Fim do sigilo bancário? O PPM? Levar a nossa cultura para a Europa? O fado, o folclore, a tourada? Eles existem?
MPT: PETA? Greenpeace? Partido Político? Alguém explica?
PNR: Vá lá, não puseram imagens de pretos quando falam na insegurança. Estão no bom caminho (ou então não).
POUS: ... (Miguel, ajuda-me neste) :)
PDA: Ora cá está um bom Partido. O Partido Democrático do Atlântico. É pena terem reservado o espaço, e não terem enviado o filme. Devia ser giro.
E não vi mais nenhum.
Força Portugal: Um rap à maneira. Já ouviram? Lindo!
PS: Ou não vi nenhum e sonhei com a Ana Gomes a falar no Parque das Nações com cara de sono, ou então é só disso que me lembro.
CDU: Gosto da música, mas a Ilda e a Odete não me convencem.
BE: Mudam todos os dias. A ideia é falar de política europeia, e não fazer videoclips cómicos. Acho-lhe graça, confesso, mas e o conteúdo?
Nova Democracia (não posso pôr só as siglas, senão ninguém sabe do que estou a falar): o Manuel Monteiro gosta mesmo da Dina, ou é só para arredondar o número de apoiantes para 10?
PPM: Fim do sigilo bancário? O PPM? Levar a nossa cultura para a Europa? O fado, o folclore, a tourada? Eles existem?
MPT: PETA? Greenpeace? Partido Político? Alguém explica?
PNR: Vá lá, não puseram imagens de pretos quando falam na insegurança. Estão no bom caminho (ou então não).
POUS: ... (Miguel, ajuda-me neste) :)
PDA: Ora cá está um bom Partido. O Partido Democrático do Atlântico. É pena terem reservado o espaço, e não terem enviado o filme. Devia ser giro.
E não vi mais nenhum.
Isto é para quem conhece.
Alguém se lembra daquela série inglesa, The Office?
Era a história de uma empresa de papel, com funcionários muito idiossincráticos, e um chefe mete-nojo.
Um tipo de pêra, rechonchudo, muito piroso, e sempre com um domínio impressionante da situação.
Um tipo muito burro, mas com a mania que dominava.
Um tipo que tinha a mania que era bon-vivant.
Um tipo que tinha a mania que era jovem.
Um tipo muito “tolerante”, mas machista e homofóbico.
Pergunto-me:
Não teremos aqui um candidato em potência pela coligação ao Parlamento Europeu? É inglês, mas encaixa no perfil.
Alguém se lembra daquela série inglesa, The Office?
Era a história de uma empresa de papel, com funcionários muito idiossincráticos, e um chefe mete-nojo.
Um tipo de pêra, rechonchudo, muito piroso, e sempre com um domínio impressionante da situação.
Um tipo muito burro, mas com a mania que dominava.
Um tipo que tinha a mania que era bon-vivant.
Um tipo que tinha a mania que era jovem.
Um tipo muito “tolerante”, mas machista e homofóbico.
Pergunto-me:
Não teremos aqui um candidato em potência pela coligação ao Parlamento Europeu? É inglês, mas encaixa no perfil.
terça-feira, abril 27, 2004
Não temam por mim, estou vivo.
Mas isto torna-se complicado, porque enquanto trabalho tenho uma "senhora" que espreita para o meu computador. A Sra. B.
Mas não viro cara à luta, e cá estou a avisar que não morri, e continuo com vontade de denunciar o que vai mal neste país.
Se houver interessados, estou a participar no pastelinho.blogspot.com, um blog de malta da minha escola primária, com acentuadas convicções políticas.
Mas isto torna-se complicado, porque enquanto trabalho tenho uma "senhora" que espreita para o meu computador. A Sra. B.
Mas não viro cara à luta, e cá estou a avisar que não morri, e continuo com vontade de denunciar o que vai mal neste país.
Se houver interessados, estou a participar no pastelinho.blogspot.com, um blog de malta da minha escola primária, com acentuadas convicções políticas.
sexta-feira, março 05, 2004
E a primeira coisa que eu tenho a dizer, é:
Cada vez odeio mais o penteado do Santana Lopes.
É tão ridículo, que até me faz comichão no pescoço.
Agora imaginem o gajo como Presidente da R., e Portugal a sofrer o maior surto de comichões da História. Só comparável à ameaça de termos o Alberto João como Presidente da Assembleia da R.
Chiça!
E se aisto juntarmos o Duroso Borrão a Primeiro Ministro!...
A única coisa que falta é o Paulo Portas a Ministro da Defesa.
Isso é que eu não aceitava.
Bem... Haja esperança.
Gostaram do toque sarcástico?
Esperança, este Governo... Este Governo, esperança...
Cada vez odeio mais o penteado do Santana Lopes.
É tão ridículo, que até me faz comichão no pescoço.
Agora imaginem o gajo como Presidente da R., e Portugal a sofrer o maior surto de comichões da História. Só comparável à ameaça de termos o Alberto João como Presidente da Assembleia da R.
Chiça!
E se aisto juntarmos o Duroso Borrão a Primeiro Ministro!...
A única coisa que falta é o Paulo Portas a Ministro da Defesa.
Isso é que eu não aceitava.
Bem... Haja esperança.
Gostaram do toque sarcástico?
Esperança, este Governo... Este Governo, esperança...
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