sábado, novembro 29, 2003

Se sempre foram os maiores, nunca tiveram razões de queixa...
Se acham que o vosso tempo está no fim, os dias de glória prestes a acabar...
Se agora, depois do maravilhoso passado, começam a sofrer de eliminação precoce:

SPORTING CLUB DE PORTUGAL apresenta o novo e maravilhoso produto:

FERNANDO SANTOS!!! O homem que não se importa com as agruras do presente. O homem que dá o exemplo a todos aqueles que estão ligados ao passado de glória.
Se quer deixar de se preocupar com os problemas que o começam a afectar agora, Fernando Santos resolve o problema; assuste-se antes com o que acontecerá no futuro.
Fernando Santos... o engenheiro do quê?

Para tomar uma vez por dia, de preferência em forma de conferência de imprensa.

(Não dispensa consulta do folheto; em caso de problema consulte o seu médico ou farmacêutico.)

quarta-feira, novembro 05, 2003

Eu não sou de falar mal, mas já repararam que o PSD e o CDS passam a vida a defender a coligação, que é para manter no futuro, que está a ser uma maravilha, mas só o fazem em congressos próprios? Não fazem um congresso comum para o afirmar. É do género: “Gosto muito de ti, mas fica longe. Já basta aturar-te em Conselho de Ministros!”
Estive longe. Testes, orais, merdas da faculdade. Aliás, as merdas do costume.
Diga-se que não tem havido nada para falar aqui.
Não vou falar de pedofilia, os telejornais já esgotaram as piadas a esse respeito.
Não vou falar de futebol, as anedotas foram todas resumidas ao resultado do Guerra Madaleno.
Só posso falar de política. Oh, política, esse assunto fértil e maravilhoso, que tanta alegrias (leia-se gargalhadas) dá aos cidadãos.
Quando algum dos poderes/órgãos/cromos políticos deste país me der motivos para vir aqui, contem comigo.

domingo, agosto 31, 2003

16.08.2003
Estou a aterrar em Lisboa.
15.08.2003
Último dia.
Mar.
Não fiz nada.
Joguei sueca.
Ganhei.
Ginástica.
Estou todo partido.
Nada.
Descobri a mesa de matrecos... NO ÚLTIMO DIA!!!!!
Fiz um jogo muito longo, que acabou 24-23.
Vou dormir.
14.08.2003
Capri, e um bocado de Nápoles.
Calor, calor, calor. Capri, c’est fini, e nem sequer gostei muito.
Nápoles é que é muito fixe: edifícios dos séculos XVIII e XIX a rodos, una atrás dos outros, e um castelo renascentista, muito tétrico, à entrada do porto. Bonito e assustador.
O pior foi o calor: os meus pais constiparam-se à entrada do barco, que estava frio. Mas acho que a cidade vale bem uma contipaçãozita.
Depois de jantar voltei ao vício da sueca, e voltei a ganhar.
13.08.2003
Hoje fui a Malta.
Fui numa excursão organizada pelo barco, e voltou a dar merda. Fiquei com a ideia que vi tudo, menos o que valia a pena ver: La Valleta. Andei a passear pela ilha, e não fui à cidade. Que grande merda! Olha, fica para a próxima.
Fiquei a saber que o «Gladiador» foi filmado lá, e vi do barco o estúdio de exteriores de um filme que está para sair, o «Tróia» (ou algo assim), com o Brad Pitt.
Sendo que não vi nada de jeito, não há nada para contar.
12.08.2003
Hoje foi outro dia no mar.
Acordei às 12h30, saí do quarto à 14h00, e as únicas coisas que fiz, foram: comer, ver jogos de vólei, jogar mini-golf, fazer ginástica, comer, escrever isto.
Ah! Estive a ver o Harry Potter, o segundo, depois de jantar. O filme é giro, pensei que fosse pior.
Enquanto escrevo isto, estou a ver a «Janela Indiscreta». Muito bom.
11.08.2003
Hoje fui a Atenas... o berço da civilização moderna.
Fui numa excursão com o tempo contado; resultado: 20 minutos para ver a Acrópole. Plano dos acontecimentos: 10h40 – chegada ao sopé da Acrópole; 10h45 – chegada à bilheteira; 10h50 – compra de bilhetes e início da corrida; 10h53 às 10h58 – corrida pelo meio dos edifícios, com fotografias em movimento; 10h59 – início da corrida descendente; 11h02 – chegada, com puxão de orelhas, ao autocarro. Depois fui vaguear pela cidade à procura de alguma coisa qua valha a pena ver atrás de um vidro... não encontrei!
À noite vi «To Catch a Thief», no cinema do barco.
Na primeira linha do tercerio parágrafo, leia-se "conservada", em vez de "coservada".
10.08.2003
Hoje fui a Santorini. Deve ser a mais bonita das ilhas gregas. A ilha é um vulcão, cuja cratera está submersa. O bonito é que do porto para a terreola só se pode ir de teleférico, de burro, ou a pé; não há maneiras de fazer lá uma estrada.
A aldeia em si é muito bonita: casas brancas, janelas azuis, bem como as cúpulas das igrejas ortodoxas. Estava na esplanada do restaurante Sphynx, a ver a paisagem, e via casas até certo ponto, onde, como a encosta é muito íngreme, se via logo o mar... nada de praias ou portos.
A ilha tem também uma cidade antiga espectacularmente coservada. Não pude ir lá, mas já a conhecia; é linda. De qualquer maneira fiquei triste por não ter ido lá, até porque estava com um amigo que não a conhecia, e ele teve que ir levar os avós ao barco, e eu fiquei com três monas que não queriam ir lá.
Lixei-me... e fiquei chateado o resto do dia.
09.08.2003
Hoje fui à ilha dos gays: Mykonos. A ilha é muito bonita, e tem muitas gajas boas. Como não sou faccioso, comprei uma prenda à minha namorada. O resto do dia... fiquei no barco a mandriar, e a ganhar jogos de sueca.
08.08.2003
Hoje passei o dia a dormir.
Tive em Chaves, e retomo agora o diário do cruzeiro.

segunda-feira, agosto 18, 2003

07.08.2003
Hoje, companheiros, fui a Roma. Saí tarde do barco, voltei cedo, e vi tudo a correr. Estavam, sem exagero, uns 40ºc, portanto já estava habituado. Fui à Fontana di Trevi e lembrei-me daquele filme do Fellini, «La Dolce Vita» com o Mastroiani e aquela gaja boa que nunca me lembra o nome.
Esta cidade é linda... Onde quer que se vá vêem-se vespas, turistas, e polícias; por esta ordem. As vespas são fixes porque sim; os turistas são fixes porque trazem as filhas; os polícias são fixes porque têm nome de gang de caubóis, e fardas que nos fazem rir. Agora a sério... aquelas turistas!!... Bem... aqueles monumentos (os verdadeiros, não elas)... lindos... o Panteão: já lá foram? É muito fixe (e tá cheio de gajas!!!).
Agora mais a sério: tou aqui no gozo porque Roma é daquelas cidades que não se descrevem com palavras. É uma cidade que se descreve a si própria, através das ruínas que ficaram até aos dias de hoje. É uma cidade onde nos sentimos parte da História, que nos faz esquecer tudo o que é imediato e terreno, só pensamos no passado, e na melhor maneira de compreender tudo o que vemos, de explicar a magnificência aos nossos olhos, para depois a transmitir-mos a alguém, como eu estou a tentar fazer convosco.

Pausa para jantar.

Depois de jantar fiz algo que nunca julguei possível: uma hora de exercício. EU!!! E depois, piscina, mais uma horita. Depois vim descansar, eu mais o meu companheiro de quarto. A seguir fomos fazer um joguito de mini-golf, e encontrámos uns americanos que queriam jogar soccer; passados uns minutos já me chamavam Figo (se eu era o Figo, eles eram um Paulo Madeira, ou um Secretário), dada a velocidade com que marcava golos. Foi lindo, levámos uma coça no Mundial, mas ali, na arena, onde o jogo mais conta, onde os homens se enfrentam cara a cara, sem pudor, mano a mano, ganhámos nós.
Já são 5h da matina, vou dormir.
06.08.2003
Hoje, meus amigos, era suposto ir a Florença. Digo era, porque ninguém mostrou disponibilidade, e eu não me metia num autocarro sozinho para uma cidade que fica a 100 km daqui, num país desconhecido. Para mais, a única coisa que sei dizer em italiano é «ci sonno lumache» e nem sei como é que se escreve ( quem souber, que me diga s.f.f.).
O melhor que fiz foi ir a Piza ver o do costume (que mais pontos de interess há naquela cidade?). No caminho de Livorno para lá, depois de quase atropelarmos um tarado que quis apanhar um papel no meio de um cruzamento, vimos um acampamento militar norte-americano, que, disse-nos o taxista, tinha 12 km por 4. Deve ser o Vaticano made in USA.
De resto, nada. Estou de trombas porque queria ir a Florença.
É verdade: agora de noite vi, não sei se na Córsega se na Sardenha (estava longe, não ouvia que língua falavam), um incêndio danado, Grande como tudo, um incêndio muito bem feito, e fiquei com saudades de casa. É que em Portugal os fogos são mais bonitos...

domingo, agosto 17, 2003

05.08.2003
Hoje desci na primeira paragem: Villefranche.
É uma bela vila portuária, que data do século XII, segundo disse a senhora que nos levou numa visita guiada. É muito pequenina (a aldeia, não a senhora), e fica, como acontece frequentemente na zona, na encosta que se estende até ao mar. Tem casinhas de várias cores, turistas de várias nacionalidades, e água de um só tom: azul. Mesmo assim, é belíssimo.
Fui depois até ao Mónaco, e vi, em frente ao Casino de Monte Carlo, todo airoso, o nosso velho amigo Pedro Caldeira. Lembram-se dele? Do desfalque? Os que ficaram miseráveis, continuam na miséria, e ele passeia-se em MC mais com ar de instalado do que de exilado. É assim...
Voltando à viagem, o meu companheiro de quarto perdeu a mala no aeroporto. Disseram-lhe que era hoje que nos davam a mala (a partida foi ontem), mas afinal parece que só na 5ª. A ver vamos.
Hoje, cada vez que nos perguntavam de onde éramos e nós respondíamos «Portugal», todos nos confrontavam com o fogo. Finalmente fala-se em portugal, e é pelos piores motivos.
Havia internet no barco, mas a 100 paus o minuto. Achei melhor apontar tudo, e escrever cá em Lisboa; sempre sai mais barato.
Cá vai.

segunda-feira, agosto 04, 2003

Vou-me abstrair do panorama português por uns tempos. A melhor maneira de combater incêndios é com água, vai daí, estou a caminho de Barcelona onde encetarei um cruzeiro pelo Mediterrâneo. Vou ver se o barco tem computadores, porque se os tiver hei de vir aqui contar-vos as minhas aventuras (se me aprouver, óbvio).
Para já, isto não começou muito bem: chegámos um bocado em cima da hora ao aeroporto, e em vez de irmos às 8h20 como previsto, só lá para as 13h. Um gajo aguenta-se!
Por agora é só, espero que venham cá para ver se escrevi alguma coisa ou não.

sexta-feira, agosto 01, 2003

Já desapareceram povoações. Porque demora tanto tomar medidas drásticas sobre os incêndios? Todos os anos é a mesma merda: "Oh tio! Oh tio! A floresta tá a arder!" Então façam alguma coisa contra isso!
Já se falou várias vezes na colocação de câmaras de alta precisão no arvoredo, para ver quem são os palermas a atear o fogo, mas depois, do nada, aparecem uns grupos ridículos a dizer que as câmaras vão contra os direitos dos cidadãos. Olha que porra! «É a melhor maneira de prevenir os incêndios, caramba! Onde é que está o grande problema? Ver um casal a fazer coisas que deviam fazer em casa? Fizessem-no em casa. Ver um pic-nic? No Herman Sic passam a vida a comer ao vivo e em directo (na televisão da share, na floresta dá árvores!). Ver um rebarbado a violar uma rapariga? Pá, não se deve filmar, porque vai contra os direitos do gajo; então não bastava ser demente, ainda por cima é filmado sem autorização?! Tenham juízo nessas cabeças, e pensem no bem do colectivo, não no da vossa colectividade!
Outro dia um senhor de Chaves estava a observar o combate a um incêndio numa das serras que circundam a cidade, quando vê aparecer, de súbito, um avião que se dirige ao local, despejando o depósito ao lado do fatídico lugar. Instantes depois, no lugar onde a "água" foi despejada, ateou-se outro furioso inferno de chamas. Os gajos fazem-no nas barbas dos bombeiros!! O senhor de quem falo dirigiu-se ao aeroclube para saber de quem era o avião que havia cometido semelhante atrocidade, mas disseram-lhe que os dados são confidenciais. Se não há autoridade nenhuma que zele pelos interesses dos cidadãos, deixem-nos fazer a nossa parte!
O outro tem vergonha da equipa, eu tenho vergonha do meu país...

quarta-feira, julho 30, 2003

Já alguém deu conta que o José Manuel Fernandes nunca diz nada que se aproveite? Devia, juntamente com outros do seu jaez, ser colocado no lote dos opinion fakers a evitar.
Agora parece que temos um ministro da Defesa que não gosta de militares (a não ser devidamente fardados, e, de preferência, a cantar o YMCA). Ou então são eles que não gostam do Ministro. De qualquer maneira, parece-me a mim muito estranho que isto possa acontecer num Estado em que o Primeiro ministro pode remodelar o Gabinete, escolhendo entre muitas pessoas (acredito que as haja capazes) aquelas que são as ideais para os lugares. Isto de dar lugares de conveniência é o cancro da Nação (não me estou a excluir de propostas, tá?), e quando um Ministro não se dá bem com aqueles que é suposto servir, vê-se bem ao (E)stado a que isto chegou.
Já agora, o Ministro já fez tropa?
Gostava também de saber os motivos concretos que levaram o CEME a pedir a demissão das suas funções. Devem ser, no mínimo, curiosas, e talvez levantassem o véu obscuro que paira sobre a cabeça do Ministro.

"Temos uma Democracia, mas temos um Estado de Direito muito mau." - José António Pinto Ribeiro

segunda-feira, julho 28, 2003

Vamos lá a começar com isto.
Podia ter escolhido melhor o dia para lançar o blog: hoje morreu o Bob Hope, um dos melhores comediantes de sempre, e aqui fica a minha vénia.